domingo, 14 de dezembro de 2014

AquiNordeste: Projeto aponta cidades do Vale do Açu com potencial para ostreicultura

Dois municípios encravados na região do Vale do Açu – Porto do Mangue e Macau – aparecem entre os locais do RN com potencial para a exploração da ostreicultura, que é a atividade que trata da produção de ostras.
Tal segmento produtivo é um dos pontos de referência do projeto AquiNordeste, que está sendo trabalhado pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae).
O assunto mereceu um artigo do jornalista Marcos Aurélio de Sá, articulista do vespertino natalense O Jornal de Hoje.
Leia:

Nos próximos dois anos, o RN deve elevar a curva de produção de ostras nativas em cativeiro e se tornar o principal fornecedor de sementes da espécie brasiliana (popularmente conhecida como ostra de mangue) para os estados nordestinos. A meta é chegar a 2016 produzindo 180 milhões de sementes por ano. Esse banco visa abastecer áreas produtoras na região, principalmente em AL, PE e SE, além do RN. A produção de ostra no litoral potiguar apresentava-se em declínio devido à atividade extrativista da espécie nos estuários, mas foram identificadas pelo menos 13 áreas com potencial real para alavancar o cultivo do molusco em cativeiro. Os esforços para tornar o RN uma referência na área de ostreicultura fazem parte dos objetivos do AquiNordeste, um projeto estruturante desenvolvido pelo Sebrae  que, desde o ano passado, tem traçado um panorama da aquicultura em todos os estados da região e apresentado tecnologias e inovações para a aumentar a produtividade de espécies aquáticas. Apesar de também atuar com tilápias e tambaquis, o foco do projeto no RN é o desenvolvimento da cadeia produtiva da ostra. Isso porque o Estado reúne as condições naturais favoráveis à atividade, como sol forte, alta salinidade e vastos manguezais, com maré rica em microorganismos e partículas orgânicas. As áreas com potencial para desenvolvimento da ostreicultura estão localizadas em comunidades dos municípios de Baía Formosa, Diogo Lopes, Guamaré, Macau, Porto do Mangue e Tibau do Sul. Nessas localidades, encontram-se grupos que já cultivam o molusco e que podem aumentar a produtividade. Para isso, no entanto, o principal desafio é obter a matéria-prima para a produção. A escassez de sementes é apontada como principal causa na redução da oferta de ostra no mercado e abandono do cultivo por parte dos aquicultores. E é justamente esse gargalo que as ações do AquiNordeste atacam. Parceiro do projeto, o laboratório Primar, instalado em Tibau do Sul, vai fornecer as sementes para produção das ostras. O laboratório ficará encarregado de reproduzir as sementes apontadas pelos estudos como as mais viáveis para a comercialização. Além disso, serão verificados os melhores tipos de ração e de alevinos. A expectativa é de gerar pelo menos 40 milhões de sementes em 2015 e, até o ano seguinte, esse volume saltar para 180 milhões por ano.

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