Dois
municípios encravados na região do Vale do Açu – Porto do Mangue e Macau –
aparecem entre os locais do RN com potencial para a exploração da ostreicultura,
que é a atividade que trata da produção de ostras.
Tal
segmento produtivo é um dos pontos de referência do projeto AquiNordeste, que está sendo trabalhado
pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae).
O
assunto mereceu um artigo do jornalista Marcos Aurélio de Sá, articulista do
vespertino natalense O Jornal de Hoje.
Leia:
Nos próximos dois
anos, o RN deve elevar a curva de produção de ostras nativas em cativeiro e se
tornar o principal fornecedor de sementes da espécie brasiliana (popularmente
conhecida como ostra de mangue) para os estados nordestinos. A meta é chegar a
2016 produzindo 180 milhões de sementes por ano. Esse banco visa abastecer
áreas produtoras na região, principalmente em AL, PE e SE, além do RN. A
produção de ostra no litoral potiguar apresentava-se em declínio devido à
atividade extrativista da espécie nos estuários, mas foram identificadas pelo
menos 13 áreas com potencial real para alavancar o cultivo do molusco em
cativeiro. Os esforços para tornar o RN uma referência na área de ostreicultura
fazem parte dos objetivos do AquiNordeste, um projeto estruturante desenvolvido
pelo Sebrae que, desde o ano passado,
tem traçado um panorama da aquicultura em todos os estados da região e
apresentado tecnologias e inovações para a aumentar a produtividade de espécies
aquáticas. Apesar de também atuar com tilápias e tambaquis, o foco do projeto
no RN é o desenvolvimento da cadeia produtiva da ostra. Isso porque o Estado
reúne as condições naturais favoráveis à atividade, como sol forte, alta
salinidade e vastos manguezais, com maré rica em microorganismos e partículas
orgânicas. As áreas com potencial para desenvolvimento da ostreicultura estão
localizadas em comunidades dos municípios de Baía Formosa, Diogo Lopes,
Guamaré, Macau, Porto do Mangue e Tibau do Sul. Nessas localidades,
encontram-se grupos que já cultivam o molusco e que podem aumentar a
produtividade. Para isso, no entanto, o principal desafio é obter a
matéria-prima para a produção. A escassez de sementes é apontada como principal
causa na redução da oferta de ostra no mercado e abandono do cultivo por parte
dos aquicultores. E é justamente esse gargalo que as ações do AquiNordeste
atacam. Parceiro do projeto, o laboratório Primar, instalado em Tibau do Sul,
vai fornecer as sementes para produção das ostras. O laboratório ficará
encarregado de reproduzir as sementes apontadas pelos estudos como as mais viáveis
para a comercialização. Além disso, serão verificados os melhores tipos de
ração e de alevinos. A expectativa é de gerar pelo menos 40 milhões de sementes
em 2015 e, até o ano seguinte, esse volume saltar para 180 milhões por ano.


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