O
Ministério da Saúde deixou de aplicar cerca de R$ 131 bilhões no Sistema Único
de Saúde (SUS) desde 2003.
O
valor é quase equivalente ao que Estados e municípios gastaram no setor durante
todo o ano passado – cerca de R$ 142 bilhões.
A
conclusão é o do Conselho Federal de Medicina (CFM), que, com base em dados do
Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), revela em detalhes os
resultados da falta de qualidade da gestão financeira em saúde.
No
período apurado, pouco mais de R$ 1 trilhão foi autorizado para o Ministério da
Saúde no Orçamento Geral da União, conforme notícia veiculada pelo site do Conselho Regional de Medicina do RN (Cremern) na internet.
Os
desembolsos, no entanto, chegaram a R$ 891 bilhões. Já em 2013, apesar do maior
orçamento já executado na história da pasta – quase R$ 93 bilhões –, o valor
efetivamente gasto representou 88% do que havia sido previsto.
Para
exemplificar, o CFM cita que, com R$ 131 bilhões, seria possível construir 320
mil Unidades Básicas de Saúde de porte I (destinada e apta a abrigar, no
mínimo, uma Equipe de Saúde da Família), edificar 93 mil Unidades de Pronto
Atendimento de porte III (com capacidade de atender até 450 pacientes por dia)
ou, ainda, aumentar em quase três mil o número de hospitais públicos de médio
porte.


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