Político
cuja versatilidade já vem sendo decantada em
prosa e verso em todos os quatro cantos do RN a algum tempo, graças a sua indescritível capacidade
de mutação, o prefeito Ivan Júnior
(PROS), distribuiu nesta terça (14) uma carta “ao povo do Assú e do RN”
para expor os motivos que o levaram a retirar o apoio político à candidatura ao
Governo do Estado do deputado Henrique Alves (PMDB).
E
a quem ele culpou por seu gesto?
Menos
mal que não foi a São João Batista nem a Irmã Lindalva.
Imaginem
só quanta criatividade: o alcaide transferiu a responsabilidade de sua atitude ao seu arquirrival, deputado
George Soares (PR).
George,
que o prefeito preteriu no palanque de Henrique no 1º turno, quando ocupou a
função de coordenador regional da campanha, agora teria sido o pivô dos fatos que impediram
o Ivan de manter-se junto ao peemedebista.
Dá
para crer ou é puro pretexto?
Há quem diga que estava tudo ensaiado...
Há quem diga que estava tudo ensaiado...
Abaixo,
o texto rubricado pelo mandatário:
Ao povo do Assú e
do Rio Grande do Norte
As primeiras
palavras sugerem que façamos um agradecimento de coração ao povo do Assú pelos
votos depositados neste pleito nos candidatos Ricardo Motta (deputado
estadual), Fábio Faria (deputado federal), Fátima Bezerra (senadora) que desde
o primeiro momento eleitoral faziam parte do nosso projeto político.
Com destaque,
faço um agradecimento à votação confirmada pelos meus conterrâneos ao candidato
a governador Henrique Eduardo Alves (PMDB). Como se sabe, quando a campanha foi
iniciada não tínhamos tomado ainda a decisão pelo candidato, o que só veio a se
confirmar no desenrolar do processo. E tivemos muita alegria em ver nosso grupo
político (vereadores, suplentes e demais lideranças) que, em parte, resistia a
esse voto, no final, absolutamente unido. Da mesma forma, vimos às pessoas se
manifestando publicamente como parte do nosso projeto de apoiar Henrique
Eduardo Alves.
Não foram poucas
as pessoas que ao longo da caminhada aderiram a esse projeto e respaldaram a
nossa decisão. Henrique somou em Assú 12.003 votos, ou 44,01% dos votos
válidos, uma marca que o próprio candidato sabe que foi construída com
valentia.
O território em
Assú era dos mais áridos para o seu projeto político, do contrário, Henrique
não teria buscado o engajamento do nosso grupo político na sua campanha.
Bastaria o apoio do grupo do deputado George Soares, ligado politicamente ao
seu vice João Maia.
Na campanha do
primeiro turno em Assú, nem todos fizeram a sua parcela. Sei que nosso grupo
fez a sua parte, apesar de no decorrer do processo ter tido de atravessar os
mais diversos atropelos. Mesmo assim, superamos as divergências e esquecemos as
querelas da política local, tanto que no resultado das urnas enviei os parabéns
numa rádio local ao deputado estadual reeleito George Soares e, posteriormente,
telefonei para o mesmo reforçando os parabéns e estendendo a palavra na direção
da união, do fortalecimento e do envolvimento que deveríamos ter no segundo
turno a favor da campanha do candidato Henrique Eduardo Alves.
No entanto, fui
surpreendido no final de semana com a velha guerra política que adora entrar na
arena do processo sucessório de maneira antecipada, ou seja, querer pensar em
uma eleição antes que a outra termine. O sentimento de mesmice invadiu a alma
do deputado George Soares que depois de eleito busca evitar a nossa presença ao
lado do candidato Henrique e, para isso, ele próprio não tem feito outra coisa
que não seja sair apagando todas as luzes que iluminaram o caminho entre Ivan
Júnior e Henrique Eduardo Alves no primeiro turno.
Sob esse prisma,
o deputado quebrou a chama cívica e apequenou-se distribuindo pela rede social
ataques raivosos e ásperas palavras contra mim, num clima de plena guerra. É
pena que a batalha de 2016 esteja sendo antecipada pelo deputado e receba da
parte do candidato Henrique, o silêncio.
Portanto, sinto
que o debate de horizontes que traçamos para a campanha de 2014 foi quebrado,
de forma que não vejo mais como contribuir no projeto de sua candidatura para o
governo do Rio Grande do Norte.
Ivan Lopes Júnior


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