A
BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, foi condenada a pagar indenização por
dano moral coletivo de R$ 1 milhão por condições degradantes de trabalho.
A
condenação é resultado da ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) em
Umuarama (PR), ajuizada em 2012, após investigação que flagrou trabalhadores em
condições análogas à escravidão.
A
irregularidade ocorreu em atividade de reflorestamento em uma fazenda arrendada
pela BRF no município de Iporã (PR).
A
decisão, tomada por unanimidade pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região,
foi dada no dia 15 de julho.
A
reportagem foi publicada pelo portal IG
São Paulo.
No
início de 2012, o MPT em Umuarama constatou graves irregularidades trabalhistas
na Fazenda Jaraguá, em Iporã.
Os
problemas iam desde jornada excessiva e condições precárias dos alojamentos,
até a contaminação da água fornecida aos trabalhadores para consumo.
“A situação encontrada configura trabalho
degradante, já que foram desrespeitados os direitos mais básicos da legislação
trabalhista, causando repulsa e indignação, o que fere o senso ético da
sociedade”, afirma o procurador do Trabalho Diego Jimenez Gomes,
responsável pelo caso.
A
BRF é uma gigante do ramo de produtos alimentícios que surgiu a partir da fusão
entre Sadia e Perdigão, além de ser detentora de marcas como Batavo, Elegê e
Qualy.
A
empresa tem 49 fábricas em todas as regiões do país e mais de 100 mil
funcionários.
Em
2013, a receita líquida foi R$ 30,5 bilhões e o lucro líquido consolidado foi
de R$ 1,1 bilhão.


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