Desde
janeiro foram registrados 23 assassinatos em conflitos no campo no Brasil,
segundo o Centro de Documentação Dom Tomás Balduíno, da Comissão Pastoral da
Terra (CPT).
Só
neste mês, quatro lideranças morreram no Estado de MT, de acordo com reportagem
publicada pelo portal Rede Brasil Atual -
RBA.
De
acordo com Paulo César Moreira, da coordenação da CPT no Estado, a violência
tem foco em sindicalistas e lideranças, e muitas delas denunciaram a situação
para órgãos públicos, que poderiam ter evitado assassinatos.
"Lideranças foram mortas um dia depois em que
houve uma audiência pública com a Ouvidoria Agrária Nacional, com o Ministério
Público Federal, com o Incra, órgãos competentes que deveriam atuar tanto na
regularização fundiária, tanto nas questões relativas à reforma agrária como na
proteção a essas pessoas ameaçadas", afirma o representante da CPT, em
entrevista à Rádio Brasil Atual.


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