quinta-feira, 3 de julho de 2014

Ecossistema: Áreas protegidas deixam de fora 85% das espécies vulneráveis

A expansão das áreas protegidas deveria focar em regiões que abrigam espécies ameaçadas, em vez de abranger terras com baixo custo de preservação como vem acontecendo, apontam pesquisadores de diversas organizações em um novo estudo publicado na PLOS Biology.
A reportagem é de Fernanda B. Müller, publicada no portal CarbonoBrasil.
Eles concluem que 85% das mais de quatro mil espécies de vertebrados vulneráveis no mundo não são suficientemente abrangidas por áreas protegidas, uma vez que a criação dessas áreas tem levado mais em conta o custo financeiro do que a importância biológica.
Os pesquisadores usaram dados de distribuição dessas áreas e de espécies ameaçadas de aves, mamíferos e anfíbios para avaliar a cobertura atual e futura dessas espécies sob a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).
O estudo levou em conta a movimentação iniciada em 2010, quando 193 países assinaram – entre outros objetivos conhecidos como Metas de Aichi – a CDB, comprometendo-se a aumentar a área protegida terrestre para abranger entre 13% e 17% da superfície mundial até 2020 (Meta nº 11).
Usando modelos de computador para simular cenários para a futura expansão das áreas protegidas, os autores descobriram que as novas propostas podem deixar de fora grande parte da biodiversidade.

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