O
Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o Ministério da Previdência
Social (MPS), fará levantamento sobre a atuação de 113 cartórios de nove Estados,
citados em investigação de uma força-tarefa federal, segundo reportagem de
Jorge Vasconcellos, da Agência CNJ de
Notícias.
O
assunto foi discutido quarta-feira última (28), em Brasília, durante reunião da
Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), em
que estiveram presentes diversas instituições.
As
fraudes contra a Previdência Social causaram, desde 2003, prejuízos de cerca de
R$ 4,5 bilhões, sendo R$ 118 milhões no ano passado, e em 90% dos casos, houve
a utilização de documentos falsificados, entre eles certidões de registro
civil.
A
reunião teve a participação de entidades representativas dos cartórios, entre
elas a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais
(Arpen/Brasil).
Foram
discutidas estratégias de prevenção de fraudes com documentos falsos, como, por
exemplo, o compartilhamento de informações, a realização de campanhas
educativas na mídia e a elaboração de cartilha com orientações sobre o combate
a esse tipo de crime.
O
encontro também definiu que o Ministério da Previdência vai encaminhar ao CNJ a
relação de 113 cartórios situados nos Estados de AM, BA, CE, ES, MA, MT, PI, RN
e TO.
Eles
são citados em investigações realizadas pela Força-Tarefa Previdenciária (FTP),
que reúne o Ministério da Previdência Social (MPS), a Polícia Federal e o
Ministério Público Federal.

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