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| Luís Carlos Heinze |
Um
vídeo gravado em audiência pública com produtores rurais, em Vicente Dutra
(RS), registra discursos de deputados da bancada ruralista estimulando que
agricultores usem de segurança armada para expulsar indígenas do que consideram
ser suas terras.
A
reportagem é publicada pelo portal do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
“Nós, os parlamentares, não vamos incitar a
guerra, mas lhes digo: se fartem de guerreiros e não deixem um vigarista desses
dar um passo na sua propriedade. Nenhum! Nenhum! Usem todo o tipo de rede. Todo
mundo tem telefone. Liguem um para o outro imediatamente. Reúnam verdadeiras
multidões e expulsem do jeito que for necessário”, diz o deputado Alceu
Moreira (PMDB-RS).
“A própria baderna, a desordem, a guerra é
melhor do que a injustiça”, defende.
Ele
afirma que o movimento pela demarcação de terras indígenas seria uma "vigarice
orquestrada” pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência da República,
Gilberto Carvalho.
Moreira
diz também que tal movimento seria patrocinado pelo Ministério Público Federal,
o qual, segundo ele, defenderia a “injustiça”.
No
vídeo, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal
Luís Carlos Heinze (PP-RS), diz que índios, quilombolas, gays e lésbicas são
“tudo que não presta”.
“Quando o governo diz: ‘nós queremos
crescimento, desenvolvimento. Tem de ter fumo, tem de ter soja, tem de ter boi,
tem de ter leite, tem de ter tudo, produção’. Ok! Financiamento. Estão
cumprimentando os produtores: R$ 150 bilhões de financiamento. Agora, eu quero
dizer para vocês: o mesmo governo, seu Gilberto Carvalho, também é ministro da
presidenta Dilma. É ali que estão aninhados quilombolas, índios, gays,
lésbicas. Tudo o que não presta ali está aninhado”, discursa Heinze.


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