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| João Pedro Stédile |
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
(MST), que acaba de completar 30 anos e fará na semana que vem o seu sexto
congresso, reformulou a sua proposta de reforma agrária, depois de dois anos e
meio de debates, no que João Pedro Stédile, da coordenação nacional, chama de
"constituinte".
O
programa a ser apresentado à sociedade traz uma proposta de reforma agrária que
"extrapola os sem-terra".
O
avanço do agronegócio leva o MST a formular um projeto que leva em conta não só
a distribuição de terra, como a questão produtiva.
Isso
ocorre em um momento de "letargia" da reforma agrária, em parte pelo
avanço do capital, mas também pela postura do governo.
O
diagnóstico de Stédile não tem meio-termo: "O governo Dilma foi bundão na reforma agrária”.
A
reportagem é de Vitor Nuzzi, publicada pela Rede
Brasil Atual.
O
comentário vem após um questionamento sobre a posição do movimento nas
eleições.
"É nossa obrigação criticar o governo Dilma.
Como diria dom Pedro Casaldáliga, se nós do MST nos calarmos, as pedras vão
falar por nós. O governo sabe que tem dívida conosco", afirma Stédile.
Ele
afirma que o MST não tem nem indica candidatos, embora a base tradicionalmente
vote em nomes posicionados mais à esquerda.
Apenas
observa que "votar contra os tucanos
é obrigação".
Pelo
perfil ideológico, Stédile considera que o perfil do governo Dilma é de
composição mais à direita.
"Lula tinha seu carisma e impunha certas
condições à burguesia”, declarou.


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