Um
estudo publicado na revista científica Proceedings
of the National Academy of Sciences, dos Estados Unidos, mostra que a
classe de pesticidas neonicotinoide e a clotianidina afetam, de modo adverso, o
sistema imunológico das abelhas ao promover nelas a replicação de um patógeno
viral.
A
reportagem é publicada pelo portal eletrônico SeattleOrganicRestaurants.com e a tradução é de Isaque Gomes
Correa.
De
acordo com os cientistas italianos, autores do estudo, uma molécula é
desencadeada pelos pesticidas neonicotinoides de que forma que possa prejudicar
a colônia de abelhas.
Os
pesquisadores descobriram que o inseticida neonicotinoide clotianidina pode
aumentar os níveis de proteína específica nas abelhas e afetar negativamente a
resposta do sistema imunológico além de torná-las mais suscetíveis de serem atacadas
por vírus e patógenos prejudiciais.
Francesco
Pennacchio, principal autor do estudo, descobriu que a proteína de repetição
rica em leucina poderia afetar negativamente a atividade de uma proteína
envolvida nas abelhas, conhecida como NF-κB, sinalizador imunológico.
Quando
as abelhas são expostas ao inseticida neonicotinoide clotianidina, há um
aumento significativo na melhoria da codificação do gene de proteína de
repetição rica em leucina que suprime o sinalizador imunológico NF-κB.
Os
pesquisadores encontraram que outras classes dos neonicotinoides, tais como o
imidacloprid e o tiametoxam, também afetam o sistema imunológico das abelhas,
embora inseticidas como o organofosforado clorpirifós não afetam o sinalizador
imunológico NF-κB.


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