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| Henrique Fontana |
A
bancada do PT decidiu, na noite de segunda-feira (03), presidir a Comissão de
Direitos Humanos na Câmara dos Deputados, uma das três a que tem direito.
A
escolha deve aumentar ainda mais a tensão entre petistas e governo com a
bancada evangélica, que, sob a liderança do deputado federal por SP Marco
Feliciano (PSC), comandou o colegiado em 2013 e almejava manter o controle do
grupo este ano.
A
reportagem é de Raphael Di Cunto e publicada pelo jornal Valor nesta quarta-feira (05).
Segundo
o deputado gaúcho Henrique Fontana (PT), o partido entrou em acordo que é
importante voltar à presidência da comissão, posto que já ocupou em 2011 e
2012, mas que preteriu no ano passado para comandar a de Seguridade Social e
Saúde.
"O partido foi muito atacado pelo que
aconteceu em 2013 e não queremos repetir isso", disse o petista ao Valor PRO, serviço de informações em
tempo real do Valor.
O
presidente é quem define a pauta das sessões e o relator de cada projeto. Em
2013, com os evangélicos no controle, o grupo votou projetos como o que
legalizava a cura gay e o que suspendia a obrigação dos cartórios de aceitarem
casamentos de pessoas do mesmo sexo.
Depois
de enfrentamentos com os evangélicos, os deputados do PT, em minoria, se
retiraram da comissão.
Para
Fontana, a escolha não vai prejudicar a relação do governo com o PSC, que
atualmente atua como independente no Congresso Nacional.
No
embalo da repercussão causada por Feliciano no comando da comissão, o PSC
lançou como pré-candidato à sucessão presidencial seu vice-presidente nacional,
pastor Everaldo Pereira.


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