Quase
metade da carne bovina produzida no Brasil está fora do alcance da fiscalização
do Ministério da Agricultura (Mapa) e não tem o Certificado de Inspeção Federal
(CIF).
Todo
o controle de resíduos do uso de antibióticos, vermífugos e hormônios (que são
proibidos no país) nos rebanhos cabe a órgãos municipais e estaduais, que
geralmente não dispõem de meios adequados para a função.
A
reportagem é de Ronaldo D’Ercole e publicada pelo jornal O Globo nesta quinta-feira (30).
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) atua segundo o Programa de Nacional de Controle de Resíduos Contaminantes, que, por meio de sorteios eletrônicos com três mil estabelecimentos, escolhe as empresas em que são coletadas amostras de carnes para análise.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) atua segundo o Programa de Nacional de Controle de Resíduos Contaminantes, que, por meio de sorteios eletrônicos com três mil estabelecimentos, escolhe as empresas em que são coletadas amostras de carnes para análise.
No
caso do frango, a inspeção federal alcança mais de 90% da produção, segundo a
Ubabef, entidade dos produtores de frango.
Grandes
empresas exportadoras, como a JBS e a BRF, dispõem de laboratórios para
analisar se a carne está nos padrões do Codex
Alimentarius, da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) e pela
Organização Mundial de Saúde (OMS).
A
questão é que o Brasil exporta só 16% do que produz – 10,2 milhões de
toneladas.
A
produção de frangos atingiu 12,7 milhões de toneladas.
O
Mapa informou que já é rígido o controle do uso de hormônios e antibióticos em
alimentos de origem animal.
Segundo
um técnico, esses itens são exportados para o mundo todo, incluindo a União
Europeia, que manda missões periódicas ao Brasil para verificar as condições
dos alimentos.


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