Os
cinco acidentes ocorridos em refinarias da Petrobras em menos de 40 dias
acenderam o sinal vermelho sobre o uso exaustivo das unidades da companhia.
Para
especialistas e petroleiros, os recordes de processamento de petróleo vem sendo
obtidos com o parque de refino trabalhando quase no limite de sua capacidade,
sobrecarregando equipamentos e trabalhadores e elevando o risco de acidentes.
A
reportagem é de Cíntia Junges e publicada pelo jornal Gazeta do Povo nesta quinta-feira (09).
Em
comunicado ao mercado na terça-feira (07), a Petrobras anunciou um aumento de
8% no volume processado de janeiro a novembro de 2013 em relação ao mesmo
período de 2012, passando de 1,897 milhão para 2,034 milhões de barris por dia.
No
mesmo documento, informou que a produção do ano passado equivale a 92% da carga
autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
(ANP), de 2,228 milhões de barris por dia.
Embora
a estatal alegue que esse índice é comparável às refinarias norte-americanas de
melhor performance, há quem avalie que o limite razoável para uma operação
segura foi ultrapassado.
Para
Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o ideal
seria algo entre 85% e 90%.


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