A
barbárie nos presídios do MA é o ponto alto de uma crise cujos sintomas já se
revelavam desde a década passada nos dados de segurança do Estado.
Entre
os anos de 2000 e 2013, os homicídios em São Luís e na região metropolitana
cresceram 460%.
Foram
807 mortes em 2013.
Contribuiu
para a epidemia de violência o fato de o Maranhão ter a menor relação de
policiais por habitante no Brasil: 1 para cada 710 moradores, proporção que em
Brasília, a mais alta, é de 1 para 135 pessoas.
A
reportagem é de Artur Rodrigues e Bruno Paes Manso e publicada pelo jornal O Estado de São Paulo nesta quarta-feira
(08).
O
descaso, a falta de vagas e de investimento no sistema penitenciário também já
vinham sendo apontados pelas autoridades, como nos mutirões feitos pelo
Conselho Nacional de Justiça. As penitenciárias são precárias e superlotadas.
Há
1,9 preso por vaga no sistema maranhense, o que coloca as prisões do Estado no
7º lugar entre as mais lotadas do país.
Apesar
da superlotação, contudo, o Estado tem 100,6 presos por 100 mil habitantes, a
menor proporção do Brasil.
O
problema da violência no MA dentro e fora dos presídios se agravou a partir de
2010, quando foi anunciada pelos presos a criação do Primeiro Comando do Maranhão (PCM).
A
facção rival, Bonde dos 40, surgiu
logo na sequência.
O
enfrentamento entre os grupos se acentuou nos meses seguintes, em um ambiente
penitenciário sem controle.


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