terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Aquecimento global: Estudo analisa impactos na seca no Nordeste brasileiro

Um estudo do Banco Mundial aponta que a variabilidade das chuvas e a intensidade das secas no Nordeste continuarão aumentando até 2050, com graves efeitos para a população, caso os governos locais não invistam em infraestrutura e gestão hídrica.
A reportagem é do Instituto Carbono Brasil com informações da Organização das Nações Unidas (ONU).
Pela análise de duas regiões – a bacia de Piranhas-Açu, no RN, e o rio Jaguaribe, no CE – o relatório Impactos da Mudança Climática na Gestão de Recursos Hídricos: Desafios e Oportunidades no Nordeste do Brasil analisa os efeitos do aquecimento global combinados com fatores como o crescimento populacional e o aumento da demanda por água.
Em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e a Universidade Federal do Ceará (UFC), entre outras instituições, os pesquisadores avaliam que a bacia de Piranhas-Açu, por exemplo, deve sofrer uma maior perda de água no solo e nas plantas, um fenômeno que os especialistas chamam “evapotranspiração”.
No entanto, se forem realizados constantes investimentos na modernização da irrigação, a demanda pela água na agricultura pode diminuir 40%, o que atenuaria o problema de gerenciamento da água da região.
O relatório mostra que, embora futuras compensações sobre o uso da água vão existir e deverão ser negociadas e discutidas entre os usuários, estratégias de alocação mais flexíveis poderiam tornar o setor de água no Nordeste brasileiro menos vulnerável aos impactos da demanda e das mudanças climáticas.

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