Um
estudo do Banco Mundial aponta que a variabilidade das chuvas e a intensidade
das secas no Nordeste continuarão aumentando até 2050, com graves efeitos para
a população, caso os governos locais não invistam em infraestrutura e gestão
hídrica.
A
reportagem é do Instituto Carbono Brasil
com informações da Organização das Nações Unidas (ONU).
Pela
análise de duas regiões – a bacia de Piranhas-Açu, no RN, e o rio Jaguaribe, no
CE – o relatório Impactos da Mudança
Climática na Gestão de Recursos Hídricos: Desafios e Oportunidades no Nordeste
do Brasil analisa os efeitos do aquecimento global combinados com fatores
como o crescimento populacional e o aumento da demanda por água.
Em
parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), a Fundação Cearense de
Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e a Universidade Federal do Ceará
(UFC), entre outras instituições, os pesquisadores avaliam que a bacia de
Piranhas-Açu, por exemplo, deve sofrer uma maior perda de água no solo e nas
plantas, um fenômeno que os especialistas chamam “evapotranspiração”.
No
entanto, se forem realizados constantes investimentos na modernização da
irrigação, a demanda pela água na agricultura pode diminuir 40%, o que
atenuaria o problema de gerenciamento da água da região.
O
relatório mostra que, embora futuras compensações sobre o uso da água vão
existir e deverão ser negociadas e discutidas entre os usuários, estratégias de
alocação mais flexíveis poderiam tornar o setor de água no Nordeste brasileiro
menos vulnerável aos impactos da demanda e das mudanças climáticas.


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