sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Prevenção: ANA define o uso da água no açude público Itans

Açude Itans
A Agência Nacional de Águas (ANA) definiu novas regras para os usuários do açude Itans, no RN, com vistas a manter o volume disponível no reservatório, para que ele possa atravessar o período de seca.
O Itans apresentava no final de novembro cerca de 13% de sua capacidade de armazenamento, segundo informação do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).
A situação é crítica no Itans, notadamente, por ele ser responsável pelo abastecimento de 70% da área urbana de Caicó, que engloba aproximadamente 57 mil pessoas.
O sistema de abastecimento público encontra-se em racionamento de 48 horas por 48 horas, desde outubro, considerando ainda, que o consumo médio de água do açude pelos usuários é da ordem de 360 litros por segundo em regime contínuo.
A ANA estima que, caso essa demanda fosse mantida e as próximas chuvas escassas, o volume morto do açude seria atingido entre março e abril de 2014.
Entenda-se por volume morto, quando espelho d’água fica abaixo da estrutura que leva água para fora do reservatório.
A Agência, após reunião com usuários, Comitê da Bacia Hidrográfica e representantes do poder público local estabeleceu no início de novembro, regras restritivas de uso para manutenção do volume do reservatório e diminuição do risco de desabastecimento da população, caso as próximas chuvas sejam insuficientes para a recarga do reservatório.
Uma das medidas permite que a Companhia de Água e Esgoto do RN (Caern) mantenha a captação de 100L/s, mas em relação aos irrigantes do Projeto Itans foi determinada a operação dos sistemas de irrigação para quatro vezes por semana durante três horas por dia.
Aos irrigantes do entorno do açude ficou permitido operar no máximo duas vezes por semana, durante duas horas por dia.
O projeto Itans é composto por 11 lotes num total de 22 hectares, possuindo ainda uma estação de piscicultura.
A irrigação é realizada pelo sistema de sulcos, sendo predominantes os cultivos de capim, mandioca e hortaliças.
O projeto já se encontra em racionamento desde outubro, com operação durante cinco horas por dia, antes da definição das novas regras.

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