Após
investigação detalhada, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) concluiu que a
rede de fast food Bob’s se aproveitou
de trabalho escravo durante o festival Rock in Rio, realizado em setembro no RJ.
Ao
todo, 93 pessoas, incluindo um adolescente, foram resgatadas por fiscais durante
o evento, que reuniu 85 mil por dia entre 13 e 22 de setembro deste ano na
capital fluminense.
A
reportagem é de Stefano Wrobleski e publicado pela Agência Repórter Brasil.
Eles
vendiam água, cerveja e refrigerantes como ambulantes dentro da Cidade do Rock,
onde o festival foi realizado.
O
relatório de fiscalização com registro da situação em que os trabalhadores
foram encontrados, depoimentos colhidos na época, e documentação apontando a
responsabilidade da empresa foi registrado nesta semana na Divisão de
Fiscalização para Erradicação de Trabalho Escravo (Detrae), em Brasília.
O
Bob’s é hoje a 2ª maior rede de fast food
e a 10ª maior cadeia de franquias do Brasil, com 1.011 lojas espalhadas pelo
país, de acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).
No
terceiro trimestre de 2013, a Brazil Fast Food Coorporation, empresa que
controla a marca Bob’s, anunciou R$ 335,7 milhões em vendas totais, um aumento
de 26% em relação aos R$ 266,5 milhões no mesmo período em 2012 e creditou esta
expansão, entre outros fatores, à participação no Rock in Rio, “onde Bob’s tinha quatro pontos de venda”.
Procurada
pela Repórter Brasil, a assessoria de imprensa do grupo negou, em nota, que o
caso seja de trabalho escravo e afirmou estar “à disposição das autoridades competentes para continuar prestando todos
os esclarecimentos necessários”.


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