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| Alan Bandeira Pinheiro |
Por:
Alan Bandeira Pinheiro
A Amazônia é uma floresta rica em
fauna e flora. Sua maior parte (em extensão) está localizada aqui, no Brasil.
Historicamente, houve inúmeras tentativas de abertura na imensa região
Amazônica. Produção da Borracha, extração de minerais e madeira, criação de
gado e, recentemente, o Ecoturismo. Este, por sua vez, contribui, efetivamente,
para a integração entre floresta, turismo, sustentabilidade e desenvolvimento.
Antes de qualquer coisa, faz-se necessário esclarecer o que é o Ecoturismo.
Segundo as Diretrizes para uma Política Estadual de Ecoturismo (1997) do estado
de São Paulo, Ecoturismo é o segmento da atividade turística que utiliza de
forma sustentável o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e
busca à formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do
ambiente, promovendo o bem estar das populações.
Nessa perspectiva, o Ecoturismo é uma
forma saudável de divertimento, promovendo à preservação cultural do meio
ambiente. Sem dúvida nenhuma, essa pratica está em ascensão no Brasil. Como
esclarece Moretto: “O setor do ecoturismo cresce a 7% ao ano e anualmente, mais
de 10 milhões de turistas estrangeiros buscam as regiões brasileiras, em
especial a Amazônia, para desfrutar das belezas naturais”. Além das belezas
naturais, os turistas visitam a Amazônia para conhecerem de perto às ricas
manifestações culturais. A Amazônia, por exemplo, abriga 215 grupos indígenas
que falam 170 línguas distintas. É também o lar de várias famílias
extrativistas, que utilizam a arte como forma de lucro.
Embora o ecossistema da Amazônia
possua uma grandiosa biodiversidade, o ambiente da Floresta necessita de chuvas
abundantes. O solo é empobrecido de nutrientes, o que de certa forma, reforça a
importância da conservação de seu “tapete verde”. Nesse sentido, grandes
discussões relacionadas ao turismo e a preservação ambiental tem ganhado
relevo, uma vez que para alguns cientistas, o turismo tem sido o predador do
meio ambiente. Em contrapartida, Januário Amaral afirma que dentro deste
cenário, o Ecoturismo para a Amazônia passa a ser visto como uma das atividades
econômicas de significativa envergadura para o desenvolvimento sustentável da
região.
De fato, o Ecoturismo na Região
Amazônica contribui para a geração de empregos, para a estimulação do
desenvolvimento de empreendimentos comunitários, para a melhoria da qualidade
de vida das comunidades, para a valorização do patrimônio cultural local, para
a conservação do meio ambiente, para a restauração e promoção da história da
região, que é identidade popular, para a injeção de renda na economia local
pelo efeito multiplicador, para a reestruturação da economia em cidades da Região
Norte, como Manaus e decerto para a maximização da conscientização acerca do
meio ambiente.
No entanto, o Ecoturismo Amazônico
deve ser praticado de forma equilibrada, sem que altere o meio; causando
degradação ecológica, poluição da água e do ar, danos aos lugares
arqueológicos, congestionamentos pela exacerbação de serviços de
infra-estrutura e tantos outros problemas. É necessário, ademais, que nos
lugares de ecoturismo não haja inflação e especulação imobiliária. Caso
situações como estas venham a ocorrer, sem dúvida, haverá uma perda da
identidade popular local e, por conseguinte, da autenticidade. O que fomentará
um desequilíbrio ambiental.
Dentro desse contexto, é conclusivo
que o Ecoturismo é uma atividade preservacionista e que atitudes adversativas à
preservação ambiental devem ser repugnadas. O ambiente não deve ser
transformado, a fim de atender às expectativas dos visitantes; estes devem ser
preparados para a experiência da visitação. Nesse ínterim, o ecoturismo
proporciona a educação ambiental, a valorização de áreas naturais e o lazer,
sendo de grande valia para o desenvolvimento social.


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