segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Artigo: O Ecoturismo na Amazônia

Alan Bandeira Pinheiro
Por: Alan Bandeira Pinheiro

          A Amazônia é uma floresta rica em fauna e flora. Sua maior parte (em extensão) está localizada aqui, no Brasil. Historicamente, houve inúmeras tentativas de abertura na imensa região Amazônica. Produção da Borracha, extração de minerais e madeira, criação de gado e, recentemente, o Ecoturismo. Este, por sua vez, contribui, efetivamente, para a integração entre floresta, turismo, sustentabilidade e desenvolvimento. Antes de qualquer coisa, faz-se necessário esclarecer o que é o Ecoturismo. Segundo as Diretrizes para uma Política Estadual de Ecoturismo (1997) do estado de São Paulo, Ecoturismo é o segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca à formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem estar das populações.
          Nessa perspectiva, o Ecoturismo é uma forma saudável de divertimento, promovendo à preservação cultural do meio ambiente. Sem dúvida nenhuma, essa pratica está em ascensão no Brasil. Como esclarece Moretto: “O setor do ecoturismo cresce a 7% ao ano e anualmente, mais de 10 milhões de turistas estrangeiros buscam as regiões brasileiras, em especial a Amazônia, para desfrutar das belezas naturais”. Além das belezas naturais, os turistas visitam a Amazônia para conhecerem de perto às ricas manifestações culturais. A Amazônia, por exemplo, abriga 215 grupos indígenas que falam 170 línguas distintas. É também o lar de várias famílias extrativistas, que utilizam a arte como forma de lucro.
          Embora o ecossistema da Amazônia possua uma grandiosa biodiversidade, o ambiente da Floresta necessita de chuvas abundantes. O solo é empobrecido de nutrientes, o que de certa forma, reforça a importância da conservação de seu “tapete verde”. Nesse sentido, grandes discussões relacionadas ao turismo e a preservação ambiental tem ganhado relevo, uma vez que para alguns cientistas, o turismo tem sido o predador do meio ambiente. Em contrapartida, Januário Amaral afirma que dentro deste cenário, o Ecoturismo para a Amazônia passa a ser visto como uma das atividades econômicas de significativa envergadura para o desenvolvimento sustentável da região.
          De fato, o Ecoturismo na Região Amazônica contribui para a geração de empregos, para a estimulação do desenvolvimento de empreendimentos comunitários, para a melhoria da qualidade de vida das comunidades, para a valorização do patrimônio cultural local, para a conservação do meio ambiente, para a restauração e promoção da história da região, que é identidade popular, para a injeção de renda na economia local pelo efeito multiplicador, para a reestruturação da economia em cidades da Região Norte, como Manaus e decerto para a maximização da conscientização acerca do meio ambiente.
          No entanto, o Ecoturismo Amazônico deve ser praticado de forma equilibrada, sem que altere o meio; causando degradação ecológica, poluição da água e do ar, danos aos lugares arqueológicos, congestionamentos pela exacerbação de serviços de infra-estrutura e tantos outros problemas. É necessário, ademais, que nos lugares de ecoturismo não haja inflação e especulação imobiliária. Caso situações como estas venham a ocorrer, sem dúvida, haverá uma perda da identidade popular local e, por conseguinte, da autenticidade. O que fomentará um desequilíbrio ambiental.
          Dentro desse contexto, é conclusivo que o Ecoturismo é uma atividade preservacionista e que atitudes adversativas à preservação ambiental devem ser repugnadas. O ambiente não deve ser transformado, a fim de atender às expectativas dos visitantes; estes devem ser preparados para a experiência da visitação. Nesse ínterim, o ecoturismo proporciona a educação ambiental, a valorização de áreas naturais e o lazer, sendo de grande valia para o desenvolvimento social.

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