Em
consequência da exoneração do técnico de Operações Pleno, Alécio Rubim, que
exercia na companhia a função de supervisor de Produção, os operários de
plataformas marítimas da Petrobras no Estado do RN expediram uma Carta de Desagravo, que está sendo
veiculada pela página eletrônica do Sindicato dos Petroleiros do RN
(Sindipetro).
O
documento, com data de quinta-feira (07), emitido na cidade de Guamaré, possui
o seguinte teor:
Nós,
trabalhadores e trabalhadoras das plataformas marítimas da Petrobrás no Estado
do Rio Grande do Norte, manifestamos, publicamente, nossa profunda indignação e
repúdio à injusta destituição do Técnico de Operações Pleno, Alécio Rubim, do cargo
de Supervisor de Produção.
Tomada logo após
o encerramento da greve nacional, em 24 de outubro, a atitude dos gestores
revela-se, claramente, como represália à participação do trabalhador no
movimento paredista e à sua recusa em aceitar integrar de uma “Equipe de
Contingência”, naquele mesmo período.
Ora! Desde quando
se dispôs a assumir o posto de Supervisor, Alécio Rubim já havia esclarecido
que, em momentos de conflito capital x trabalho, ou diante de decisões que
pudessem contribuir para rebaixar condições de trabalho, não hesitaria em colocar
o cargo à disposição.
E mais: agindo de
forma clara e coerente, para que não restassem dúvidas sobre seu caráter e
conduta, o trabalhador também solicitou, por escrito e publicamente, o
licenciamento do cargo que então ocupava na direção do Sindipetro-RN, enquanto
permanecesse na função de Supervisão.
Assim, quando
irrompeu a greve, em 17 de outubro, Alécio Rubim não titubeou. Tal como
afirmara, incorporou-se ao movimento, juntamente com seus companheiros de
trabalho, recusando-se a fazer parte de qualquer esforço que pudesse
enfraquecer uma luta justa que era de todos.
Para muitos
gestores, no entanto, o fator determinante para a ocupação de postos na
hierarquia da Petrobrás não é a competência, é a subserviência. Isto ficou
claro quando, encerrada a greve, Alécio foi comunicado de sua destituição. E,
ainda, agora, à medida que se intenta justificar o ato com o pretexto de que os
cargos são “de confiança”.
De acordo com tal
concepção, o critério principal para o preenchimento de cargos não é a capacidade
técnica para o desempenho da função ou, muito menos, o respeito e a liderança
que um trabalhador possa ter dentre seus pares. Para esses gestores que se
apartearam completamente da força de trabalho, o que importa é a prática do
servilismo.
Dessa forma,
nesta Carta de Desagravo, nós, trabalhadores e trabalhadoras das plataformas
marítimas do RN não estamos apenas denunciando a atitude de retaliação da
Petrobrás. Antes de tudo, estamos aqui para manifestar nossa solidariedade a um
companheiro que foi “punido” por aliar competência, coerência e honestidade; e,
principalmente, por ter um sentimento verdadeiro de pertencimento de classe, o
que muito nos orgulha!

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