Entidade
britânica alerta que as ajudas públicas para as energias tradicionais são um
grande obstáculo para o desenvolvimento de fontes alternativas e para ações
climáticas.
A
reportagem é de Fabiano Ávila e publicada pelo Instituto CarbonoBrasil.
Em
2011, os subsídios para carvão, petróleo e gás chegaram à marca de 523 bilhões
de dólares, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE).
Esse
dado já era conhecido, mas poucos ainda haviam se debruçado sobre ele para
estudar o que essa ajuda realmente
significa para o planeta.
Foi
o que fez o Overseas Development Institute (ODI), uma das principais entidades
civis britânicas para causas humanitárias, em um relatório divulgado
quarta-feira (06).
Analisando
os dados dos 11 maiores emissores de gases do efeito estufa entre os
países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico
(OECD), o relatório aponta que essas nações gastam anualmente em subsídios
fósseis US$ 112 dólares para cada adulto de sua população.
A
Alemanha, por exemplo, ajuda com 1,9 bilhão de euros o setor de carvão.
Já
os Estados Unidos fornecem 1 bilhão de dólares m isenção fiscal para
agricultores comprarem diesel e gasolina, e mais 500 milhões de dólares para
pesquisa e desenvolvimento em energia fóssil.
Ao
fazer a comparação com os subsídios às fontes alternativas, a ODI descobriu que
para cada seis dólares disponibilizados para as fósseis, apenas um dólar é dado
às renováveis.


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