A
crise dos reservatórios no início do ano acendeu a luz amarela do Ministério de
Minas e Energia e evidenciou a necessidade de ampliar a participação das
térmicas na matriz.
Sem
gás natural barato disponível, a solução foi recorrer ao carvão, uma das mais
poluentes fontes de geração.
Esse
movimento diminuirá o espaço para as eólicas, que há quatro anos vêm dominando
os leilões do setor.
A
reportagem é de Wellington Bahnermann e publicada pelo jornal O Estado de São Paulo.
A
tendência ficou clara quando a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) excluiu as
usinas eólicas do leilão de energia nova que contratará a demanda das
distribuidoras em 2018 (A-5), marcado para agosto.
Isso
foi significativo porque o leilão A-5 aponta para os agentes a direção da
expansão da matriz energética no País.
O
temor do governo era de que, ao misturar eólicas e térmicas na licitação,
apenas as eólicas fossem contratadas, dado o baixo custo de geração.

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