segunda-feira, 27 de maio de 2013

EPE: Governo Federal adia aposta em energia limpa

Em nome da garantia de abastecimento de eletricidade, o Governo Federal decidiu, por ora, abrir mão da expansão da matriz energética com base apenas em fontes limpas.
A crise dos reservatórios no início do ano acendeu a luz amarela do Ministério de Minas e Energia e evidenciou a necessidade de ampliar a participação das térmicas na matriz.
Sem gás natural barato disponível, a solução foi recorrer ao carvão, uma das mais poluentes fontes de geração.
Esse movimento diminuirá o espaço para as eólicas, que há quatro anos vêm dominando os leilões do setor.
A reportagem é de Wellington Bahnermann e publicada pelo jornal O Estado de São Paulo.
A tendência ficou clara quando a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) excluiu as usinas eólicas do leilão de energia nova que contratará a demanda das distribuidoras em 2018 (A-5), marcado para agosto.
Isso foi significativo porque o leilão A-5 aponta para os agentes a direção da expansão da matriz energética no País.
O temor do governo era de que, ao misturar eólicas e térmicas na licitação, apenas as eólicas fossem contratadas, dado o baixo custo de geração.

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