segunda-feira, 6 de maio de 2013

Belo Monte: Dois jornalistas são expulsos e um é multado por cobrirem ocupação

No Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, três repórteres foram impedidos de realizar a cobertura jornalística da ocupação do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, sexta-feira (03), no Pará.
Dois deles foram retirados por cerca de cem homens da Polícia Federal, Tropa de Choque, Rotam e Força Nacional, e um terceiro foi multado em R$ 1 mil.
Um ativista também foi expulso do canteiro.
A reportagem é de Ruy Sposati e Lunaé Parracho e publicada pelo portal eletrônico do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
Há três dias, cerca de 150 indígenas de oito povos atingidos pela construção de hidrelétricas nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires ocupam o principal canteiro da barragem, o Sítio Belo Monte, exigindo que as obras sejam suspensas até que eles sejam ouvidos pelo Governo Federal.
Na sexta, foi negado pela Justiça Federal o pedido de reintegração de posse da Norte Energia contra os indígenas.
Contudo, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) também pediu à Justiça Estadual que concedesse reintegração de posse contra não-indígenas que estivessem no canteiro.
A juíza Cristina Sandoval Collier da 4ª Vara Cível de Altamira concedeu pedido, o que levou à expulsão de dois jornalistas e a aplicação de multa em um terceiro.
Os três jornalistas – o fotógrafo da Reuters, Lunaé Parracho, o jornalista do Cimi, Ruy Sposati e o correspondente da Radio France Internationale (RFI) no Brasil, François Cardona – têm realizado cobertura diária dos acontecimentos que envolvem a ação dos indígenas contra a construção de grandes barragens que afetam seus territórios. 

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