Dois
deles foram retirados por cerca de cem homens da Polícia Federal, Tropa de
Choque, Rotam e Força Nacional, e um terceiro foi multado em R$ 1 mil.
Um
ativista também foi expulso do canteiro.
A
reportagem é de Ruy Sposati e Lunaé Parracho e publicada pelo portal eletrônico
do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
Há
três dias, cerca de 150 indígenas de oito povos atingidos pela construção de
hidrelétricas nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires ocupam o principal canteiro
da barragem, o Sítio Belo Monte, exigindo que as obras sejam suspensas até que
eles sejam ouvidos pelo Governo Federal.
Na
sexta, foi negado pela Justiça Federal o pedido de reintegração de posse da
Norte Energia contra os indígenas.
Contudo,
o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) também pediu à Justiça Estadual que concedesse
reintegração de posse contra não-indígenas que estivessem no canteiro.
A
juíza Cristina Sandoval Collier da 4ª Vara Cível de Altamira concedeu pedido, o
que levou à expulsão de dois jornalistas e a aplicação de multa em um terceiro.
Os
três jornalistas – o fotógrafo da Reuters,
Lunaé Parracho, o jornalista do Cimi,
Ruy Sposati e o correspondente da Radio
France Internationale (RFI) no Brasil, François Cardona – têm realizado
cobertura diária dos acontecimentos que envolvem a ação dos indígenas contra a
construção de grandes barragens que afetam seus territórios.

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