Reportagem
de Reynaldo Turollo Júnior, enviado especial do portal à capital potiguar,
publicada neste domingo (24), tem o título “Em 10 anos, morte de jovens aumenta
1.000% em Natal (RN)”.
Leia
a seguir uma parte da matéria.
Cenário de um aumento
vertiginoso nos homicídios de jovens na década passada, Natal (RN) ainda tenta
entender as causas da violência em meio a sinais da ação de grupos de
extermínio.
A taxa de homicídios
de crianças e adolescentes (até 19 anos) na cidade subiu de 2,9 para 30,5 por
100 mil jovens entre 2000 e 2010 – salto de 952%, o maior no período entre as
capitais.
Apesar da explosão de
casos, a capital ainda é a décima onde mais se matam jovens no país – Maceió
tem a maior taxa, 79,8.
Governo e Ministério
Público investigam se quadrilhas de extermínio de jovens estão por trás dessas
estatísticas.
Relatos de homens
encapuzados em carros sem placa em busca de alvos predeterminados são
recorrentes --para a Justiça, são indícios da ação desses grupos.
Autoridades apontam a
falta de vagas para internação de jovens infratores como um dos propulsores da
violência.
Por lei, mesmo após
condenação, o adolescente deve ser liberado se não houver vagas no sistema
socioeducativo.
Em fevereiro, havia
apenas 75 adolescentes internados no Rio Grande do Norte, segundo a Promotoria.
O poder público desconhece a dimensão do déficit de vagas.
Segundo o promotor
Leonardo Nagashima, o problema se agravou após a recente interdição do maior
centro de internação, em Parnamirim, na Grande Natal, por problemas de
superlotação.

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