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| Foto: Reprodução |
O
Ministério Público Federal do RN (MPF/RN) em Caicó, região Seridó, enviou uma
recomendação a diversos órgãos federais, estaduais e municipais para que adotem
medidas emergenciais com o objetivo de evitar a iminente crise de abastecimento
d'água no município de Caicó e nas outras três cidades servidas pela adutora
Manoel Torres: Jardim de Piranhas, São Fernando e Timbaúba dos Batistas.
A
Agência Nacional de Águas (ANA) informou ao MPF, no último dia 15, que mantida
a demanda atual, bem como o provável cenário de ausência de chuvas, o limite
mínimo operacional do açude Curema – de onde vem grande parte da água que
abastece o Piranhas-Açu, rio de captação da adutora Manoel Torres – deverá ser
atingido em 1º de outubro, gerando o colapso do sistema.
Atualmente,
o açude encontra-se com apenas 6% de sua capacidade, devido à estiagem, frisa a
informação enviada pela assessoria de imprensa do MPF/RN, na capital do estado.
Dentre
as soluções, uma das principais opções é construir uma adutora emergencial
ligando a Manoel Torres à barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, no município
de Jucurutu, o que garantiria abastecimento até, pelo menos, junho de 2017.
Há
informações, inclusive, de que todo o projeto básico está finalizado, porém o
Ministério da Integração Nacional alega não haver recursos, apesar de os quatro
municípios estarem enfrentando situação de emergência devido à seca.
Situação
essa reconhecida tanto pelo governo estadual, quanto pelo federal.
Uma
alternativa à adutora emergencial, a utilização das águas do açude Mãe D'água,
localizado vizinho ao Curema, demandaria soluções ainda não totalmente
disponibilizadas pelo poder público, sem contar que o reservatório também não
enfrenta situação confortável, estando hoje com apenas 12% de sua capacidade.
Outra
medida necessária à melhoria das condições hídricas na região, de acordo com a
ANA, seria a construção de uma “soleira de nível” em Jardim de Piranhas, onde ocorre
a captação das águas da adutora Manoel Torres.
A
obra foi proposta ao governo estadual desde o início de 2014 e a última
informação, de setembro de 2015, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e
Recursos Hídricos do RN (SEMARH), é que não há recursos e a execução ficou a
cargo da Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN), sem previsão se e quando a
obra será executada.


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