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| Foto: Reprodução/Assemae |
A
Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae) manifesta
seu repúdio à declaração do secretário nacional de Saneamento Ambiental, Alceu
Segamarchi Júnior, que revelou, em entrevista à rádio CBN quinta-feira última
(30), a intenção do atual Governo Federal de priorizar a iniciativa privada no
setor de saneamento básico brasileiro.
“Na luta a favor do saneamento autônomo e
municipal, a Assemae reitera sua posição contrária a qualquer forma de
privatização ou concessão dos serviços públicos do setor. Há claros modelos no
país que comprovam a face perversa da privatização, uma verdadeira ameaça no
acesso das famílias mais pobres aos serviços de saneamento básico, pela
ganância do lucro a qualquer preço, com o risco de aumento geral nas tarifas
dos serviços prestados. A proposta desconsidera a tendência mundial de
investimento na gestão pública municipal do saneamento básico, a exemplo de
diversos serviços que foram retomados das mãos da iniciativa privada em cidades
importantes do mundo. Enquanto isso, o Brasil parece que se propõe a andar na
contramão. O acesso à água de qualidade e ao esgoto tratado é um direito básico
de todo ser humano, e por isso, não deve ser pensado como mercadoria. Ao
contrário do que disse o secretário Alceu, o Brasil só alcançará a
universalização do saneamento básico mediante o investimento na gestão pública,
que possui total proximidade com o cidadão e conhecimento técnico das demandas
locais. A Assemae e seus quase dois mil associados não medirão esforços para
que a titularidade municipal seja garantida na gestão do saneamento básico,
priorizando a otimização dos recursos, a qualidade dos serviços públicos, a
inclusão social e a saúde da população brasileira”, complementa a nota assinada
por todos os membros da diretoria da Associação.


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