terça-feira, 26 de julho de 2016

Apodi: Movimentos sociais realizam ato público em defesa do Aquífero Jandaíra nesta quarta-feira

Foto: Reprodução
Nesta quarta-feira (27), entidades e movimentos sociais com atuação no RN e CE organizam um ato público, em Apodi, Alto Oeste potiguar, com o objetivo de chamar atenção do Poder Público e da sociedade para a “privatização” do Aquífero Jandaíra, considerado a segunda maior reserva de água subterrânea dos dois estados.
A abertura irregular e desenfreada de poços por empresas fruticultoras na Chapada do Apodi, especialmente do lado do CE, tem provocado a contaminação das águas subterrâneas por agrotóxicos e a escassez de água nas pequenas propriedades rurais voltadas à agricultura familiar.
A concentração do ato acontece a partir das 7h30, em frente ao Posto de Bebel, na entrada do município oestano, adianta informação da assessoria de imprensa da organização não governamental Diaconia.
Segundo a coordenação da ONG, “os problemas de recarga do Aquífero iniciaram entre 2010 e 2011, mas, mesmo ciente desse cenário, as companhias responsáveis pela gestão dos recursos hídricos não tomaram nenhuma atitude para suspender ou reavaliar as outorgas de uso da água já concedidas. A partir daí, poços de pequenos agricultores começaram a secar, provocando a perda da produção. Muitos já deixaram as suas terras, estão sendo expulsos ou sofrem pressão para vendê-las por valores irrisórios”.
A situação é ainda mais preocupante com o avanço do Perímetro Irrigado da Chapada do Apodi, denominado de Projeto da Morte, que estabeleceu desapropriação de 13.855 hectares para implantação de um programa de fruticultura irrigada, controlado por empresas do Agronegócio, o que demandará uso intensivo de agrotóxico, incluindo com pulverização área, e alto consumo de água.
A implantação do Perímetro deve forçar o deslocamento de cerca de seis mil agricultores que vivem em 30 comunidades locais há mais de 50 anos.

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