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| Foto: Canindé Soares/Assessoria |
A
disponibilidade dos órgãos responsáveis e competentes na gestão das águas e a
participação da popular foram pontos positivos apontados pelas autoridades que
participaram terça (18), da audiência pública articulada pela Prefeitura de
Macau e conduzida pelo presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio
Piancó-Piranhas-Açu (CBH-PPA), engenheiro agrônomo José Procópio de Lucena.
O
evento onde foi discutido o cenário hídrico atual foi prestigiado também pelo
prefeito Kerginaldo Pinto (PMDB), segundo informação da assessoria de imprensa
do Executivo macauense.
O
prefeito de Alto do Rodrigues, Abelardo Filho (DEM), vereadores de Macau,
representantes dos municípios de Guamaré e Pendências, a imprensa local e da
região e a sociedade civil organizada também participaram do debate
democrático, onde todos os inscritos tiveram voz, sem intervenção alguma por
parte da mesa que dirigia os trabalhos que começaram por volta das 11h e
terminaram quando já passava das 15h, registrando ainda um bom público no auditório
do Teatro Porto de Ama.
A
assessoria destaca que “o posicionamento
do prefeito Kerginaldo Pinto ao final do evento foi considerado importante para
o avanço do debate sobre a crise hídrica local, uma vez que o gestor se incluiu
como parte interessada para buscar soluções para o problema de desabastecimento
de água que atinge uma população superior a 60 mil habitantes em três municípios”.
O
engenheiro agrônomo José Procópio deixou claro que “cabe ressaltar que as demandas de água para os diversos usos têm se
aproximado ou mesmo superado os limites estabelecidos por critérios de outorga
definidos por órgãos gestores”.
Procópio
explicou que “em alguns casos, esse
desequilíbrio resulta em maior risco de desatendimento aos usos da água, com
consequências negativas sobre sua sustentabilidade”.
Ainda
segundo o engenheiro, o Grupo Técnico Operacional do Sistema Coremas-Açu-GTO,
criado pelo governo do estado vai ser reunir para analisar todas as sugestões
apresentadas e os principais pontos discutidos durante a audiência pública de
Macau, para que possa em seguida apresentar novas regras do uso racional da
água na região, respeitando as necessidades de consumo da população
primeiramente, mas considerando também a importância da cadeia produtiva, se
referindo aos carcinicultores e agricultores.
”A questão aqui não é política. Estamos
tratando de água, num momento crítico em que precisamos da união de todos para
defender essa bandeira. O nosso bem maior é o povo de Macau, que de nenhuma
forma deve ser penalizado”, disse o prefeito Kerginaldo Pinto.
Na
sua fala, o prefeito quando lembrou também que a única adutora que abastece a
cidade de Macau foi planejada para servir a fábrica da Alcanorte e inaugurada
há mais de 30 anos, quando a cidade tinha uma população de menos de 20 mil
habitantes.
“Já se passaram mais de 30 anos, temos hoje
uma população superior a 31 mil habitantes e não houve planejamento, nem
investimentos nessa área”, disse.
A
secretária municipal de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável Josinete
Martins, aproveitou a ocasião para fazer uma breve explanação da atuação da
pasta na questão hídrica local e da região, desde o ano de 2013.
Josinete
Martins também agradeceu a participação no debate de órgãos como DNOCS, IGARN,
CAERN e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piancó-Piranhas-Açu.


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