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| Foto: Assessoria CNPA |
Os
pescadores e aquicultores de todo o Brasil iniciaram mobilização nacional, nos
27 estados, contra a Medida Provisória nº 665/2014 que restringe direitos dos
trabalhadores e atinge diretamente a categoria que depende da pesca para
sobreviver.
Sob
a liderança da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA) e com
apoio das Federações e Colônias de Pescadores nos estados, a categoria trabalha
pela derrubada da MP ou pela sua adequação.
E
já conta com apoio de senadores e deputados federais, segundo informação da
assessoria de imprensa da CNPA.
Nesta
quarta-feira (28) o presidente da CNPA, Abraão Lincoln Ferreira, arrancou do
presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), o compromisso de apoio ao pleito.
De
acordo com a Confederação, da forma que está, a MP fere direitos históricos dos
trabalhadores da pesca, discrimina a categoria e inviabiliza a atividade
gerando retrocesso quando às conquistas da profissão milenar.
Os
pescadores e aquicultores estão se somando aos movimentos trabalhistas do país
na luta pela derrubada da MP.
“Nunca vimos tamanha injustiça e retrocesso.
O Governo quer desestruturar um segmento sofrido que levou anos para se
estabelecer. Não se pode punir os mais frágeis em detrimento dos poderosos”,
destacou Abraão Lincoln, presidente da CNPA e vice-presidente da Força
Sindical.
O
principal prejuízo causado pela MP está vinculado à concessão do seguro defeso –
período em que pescadores ficam proibidos de trabalhar e, por isso, têm direito
a auxílio, correspondente a um salário mínimo, pago no período da pesca
proibida.
Pelas
exigências estipuladas, como comprovante da venda de pescado e contribuição
mensal previdenciária, a CNPA entende que mais de 80% da categoria que faz jus
ao benefício será colocada à margem do processo.
O
pleito dos pescadores ganhou apoio do presidente do Senado e da bancada do PMDB
na Câmara dos Deputados.
“Vamos iniciar o ano legislativo travando
esta batalha histórica. Vamos invadir pacificamente o Congresso Nacional e, com
apoio dos legisladores, evitar este ataque contra o pescador”, afirma
Abraão Lincoln.


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