O
Ministério Público Federal no Estado (MPF/RN), a empresa responsável pela
administração do novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante (Inframerica) e a
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiram, na tarde desta
segunda-feira (02), os prazos para que sejam tomadas as medidas necessárias à
solução dos problemas sanitários verificados no novo aeroporto.
A
reunião entre a procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Caroline Maciel,
e representantes da agência começou por definir as medidas necessárias ao
adequado funcionamento do novo aeroporto, do ponto de vista sanitário, que irão
possibilitar a emissão de um atesto provisório por parte da Anvisa.
Posteriormente,
os representantes da Inframerica foram consultados e concordaram com as
providências e os prazos estabelecidos, segundo notícia procedente do órgão de
comunicação social do MPF, na capital do Estado.
A
Inframerica terá sete dias para providenciar o isolamento da vegetação da área
do restaurante; 30 dias para concluir a estrutura física da Central de Resíduos
Sólidos; 45 dias para instalar sistema que garanta segurança sanitária da água
para consumo humano; e 60 dias para construir banheiros para uso dos
trabalhadores do Posto Médico.
Há
ainda medidas imediatas a serem adotadas como a melhoria do acesso ao posto
médico, a instalação de lixeiras com pedais para todas as áreas operacionais e
a promoção do controle de vetores, particularmente das moscas.
Os
representantes da empresa se comprometeram ainda a encaminhar à Anvisa, no
prazo de cinco dias, cópia de documentos relativos à análise dos afluentes e
efluentes de cinco estações de esgotos com características semelhantes à do
Aeroporto de São Gonçalo do Amarante.
A
Inframerica também ficará responsável por enviar os laudos de análise de
afluentes e efluentes da estação de tratamento do aeroporto em julho, agosto e
setembro.
Participaram
da reunião, por parte da Anvisa, Janaína Mesquita e Luiz Gonzaga Lima de Morais
Júnior; e como representantes da Inframérica Dênis Franca, Paula Damas e
Veríssimo Eduardo Vidal.
O
MPF/RN acompanhará a adoção das medidas e, caso necessário, tomará as
providências judiciais necessárias.


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