sábado, 24 de maio de 2014

Orçamento: Mais de 25% das emendas individuais estão bloqueadas por impedimento técnico

Mais de 25% do valor das emendas parlamentares individuais foi declarado com impedimento técnico pelo Executivo e pode deixar de se transformar em obras sugeridas por deputados e senadores.
O Governo Federal enviou quinta-feira (22) a Mensagem nº 7/14, com a relação de emendas com recursos bloqueados e a justificativa do bloqueio.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também encaminhou o Ofício nº 17/14, com as emendas com recursos para o Judiciário impedidas, conforme reportagem veiculada pela Agência Câmara.
Esse percentual de 25% corresponde a R$ 1,65 bilhão de um total de R$ 6,462 bilhões previstos para as emendas individuais de deputados e senadores.
Este valor total é bem inferior aos R$ 8,6 bilhões utilizados pelos parlamentares como referência para apresentar emendas à então proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2014.
A mudança nos valores aconteceu porque, para a execução das emendas, a quantia estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2014 é calculada a partir da receita corrente líquida (RCL) realizada no ano anterior.
Ou seja, executa-se em 2014 a proporção de 1,2% do que foi arrecadado em 2013 (R$ 7,814 bilhões).
Já na hora de apresentar as emendas, cada deputado e senador se baseou na RCL de 2014 prevista na proposta orçamentária enviada pelo Executivo (R$ 8,6 bilhões).
Na prática, R$ 793 milhões ficaram fora da regra da execução obrigatória – a diferença entre o valor destinado pelos parlamentares para emendas individuais e a quantia real que deve ser executada.
Além disso, as emendas parlamentares tiveram um contingenciamento proporcional ao anunciado pelo Executivo em fevereiro (R$ 44 bilhões) para o total das despesas discricionárias – sob as quais o governo tem o poder de decidir se vai pagar ou não.
Os parlamentares precisam correr e tentar acertar junto às prefeituras as pendências das emendas apresentadas.
Eles têm até 04 de junho, uma quarta-feira, para enviar as correções para a Comissão Mista de Orçamento (CMO).

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