Levantamento
sobre mortes ocorridas no campo por consequência de conflitos agrários aponta
que 34 pessoas foram assassinadas em 2013, sendo 15 delas indígenas.
O
número de índios mortos nessa circunstância é o maior já registrado pela
Comissão Pastoral da Terra (CPT), que desde 1985 divulga esse tipo de
estatística.
A
reportagem é de Eduardo Carvalho para o Portal G1.
A
maior parte dos óbitos de índios (05) ocorreu em RR, com Yanomamis.
Em
seguida, vem a BA (04), onde uma disputa antiga entre fazendeiros e
Tupinambás no sul do Estado obrigou o Governo Federal a enviar a Força Nacional
para conter a violência.
MS registrou três mortes de Guaranis.
AM, PA e PR tiveram uma morte de indígena cada.
As
demais vítimas, um total de 19, são posseiros, sem-terras, trabalhadores rurais,
pescadores e assentados.
Os
dados a que o Portal G1 teve acesso
fazem parte do relatório Conflitos no Campo Brasil 2013, que será lançado esta
semana.
Segundo
a CPT, a morosidade por parte do governo para demarcar territórios para povos
nativos foi o estopim para os conflitos.
O
Ministério da Justiça afirma trabalhar na instalação de mesas de negociação
para alcançar um diálogo entre as partes e coibir as disputas.
A
Fundação Nacional do Índio (Funai) diz que processos de demarcação de terras indígenas
estão em andamento e reconhece a necessidade de se criar mais territórios para
os povos no Centro-Sul, Sudeste e Nordeste, onde vivem 554 mil índios.
A
Secretaria de Direitos Humanos, ligada à Presidência da República, informou que
99 indígenas ameaçados de morte foram incluídos no Programa de Proteção a
Defensores de Direitos Humanos, que fornece proteção especial. A lista total
tem 417 nomes.


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