A
chegada da primeira mulher ao cargo mais alto da República obrigou a troca do presidente por presidenta nas placas oficiais, mas os avanços nas políticas de
gênero desde então ainda são tímidos.
Principal
programa da gestão Dilma Rousseff (PT) na área, a política de enfrentamento à
violência contra mulheres foi aprovado pelo Congresso Nacional, mas não saiu do
papel até agora.
A
proposta prevê R$ 305 milhões para a construção de casas que abrigariam vítimas
de violência.
A
reportagem é de João Domingos e Débora Álvares, publicada pelo jornal O Estado de São Paulo.
A
Secretaria de Políticas para as Mulheres, que tem status de ministério e é
vinculada à Presidência, diz que as casas começarão a ficar prontas só neste
ano, pois o processo "é demorado".
Isso
porque os Estados têm de aderir ao programa e as prefeituras devem oferecer os
terrenos para a construção das casas.
Por
ora, 13 capitais fizeram contratos.
A
próxima etapa é a licitação.
Segundo
o pesquisador Júlio Jacobo Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da
Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) e um dos
organizadores do Mapa da Violência,
estudo anual com dados de violência utilizados como referência pelo próprio Governo
Federal, em 2011 foram 85 mil notificações do Ministério da Saúde de violência
contra a mulher, número que saltou em 2012 para 106 mil.
Em
2013 foram 95 mil, segundo dados ainda não consolidados.


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