Segundo
Estado da Amazônia Legal que mais desmata, o MT teve mais da metade de sua
produção madeireira explorada ilegalmente entre agosto de 2011 e julho de 2012.
Um
estudo do instituto Imazon mostra que
1.977,47 km² de florestas foram explorados no período, dos quais 54% não tiveram
a necessária autorização da Secretaria estadual do Meio Ambiente (Sema).
"Na comparação com o período anterior, de
agosto de 2010 a julho de 2011, a exploração ilegal aumentou 63%. O manejo
autorizado cresceu apenas 23%", afirma Denis Conrado, pesquisador do Imazon responsável por cruzar os dados
da Sema com os do Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos
Florestais (Sisflora).
Do
total não autorizado, que corresponde a 1.066,63 km², 96,4% ocorreram em áreas
privadas, devolutas ou sob disputa.
A
reportagem é de Cleide Carvalho, publicada pelo jornal O Globo.
A
exploração ilegal atingiu 28,5 km² em terras indígenas.
O
Parque Indígena do Xingu foi o segundo mais afetado, atrás apenas da Terra
Indígena Arara do Rio Branco, que respondeu por 47% do total.
O
estudo identificou 34,78 km² autorizados em dois planos de manejo que se
sobrepõem a terras indígenas.
As
maiores áreas de exploração ilegais foram encontradas nos municípios de
Marcelândia, União do Sul, Aripuanã, Nova Maringá e Itanhangá.


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