Especialistas
em saúde apontam uma correlação direta entre o acúmulo de agrotóxico no
organismo e a propensão a desenvolver câncer de mama, de testículos e de
fígado.
No
caso de crianças, com sistema imunológico menos desenvolvido, a contaminação
pode ocorrer durante a gestação, ainda na placenta pelo leite materno.
Os
maiores riscos são de leucemia e linfoma.
“Pesquisas
apontam que mulheres que apresentavam agrotóxico no organismo tinham o dobro da
chance de desenvolver câncer de mama”, diz Fábio Gomes, nutricionista do Instituto
Nacional de Câncer (Inca).
A
reportagem é de Andrea Freitas e publicada pelo jornal O Globo, nesta quinta-feira (30).
Alguns
agrotóxicos podem agir desregulando os hormônios e aumentando distúrbios nos
ciclos hormonais da mulher, o que poderia antecipar a primeira menstruação.
No
caso de meninos, podem reduzir o tamanho do pênis.
Doses
elevadas, geralmente encontradas em quem aplica os produtos e em moradores do
campo, podem causar distúrbios neurológicos e motores, além de irritação nos
olhos e na pele.
“Existe
uma falha de fiscalização. Há uma série de agrotóxicos que já deveriam ter sido
descartados, mas que ainda são permitidos por interesses econômicos”, afirma
Gomes.


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