terça-feira, 24 de setembro de 2013

Maria da Penha: Em sete anos, Lei acumula 700 mil ações contra agressores

Exatos sete anos após entrar em vigor, em 22 de setembro de 2006, a Lei Maria da Penha acumula perto de 700 mil procedimentos judiciais contra agressores de mulheres no Brasil, entre atendimentos, medidas de proteção e prisões, segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A reportagem é publicada pela Rede Brasil Atual.
Até março deste ano, data do último mapeamento, eram 677.987 ações.
O CNJ não tem dados atualizados sobre quantas dessas viraram efetivamente processos criminais.
A informação mais recente a esse respeito é de 2009, quando, de 400 mil casos, 80% (ou 330 mil) tinham seguido adiante na Justiça, com quase 80 mil sentenças definitivas e nove mil prisões provisórias ou em flagrante.
Expressivos, os números mostram o acerto da lei, mas não escondem que ainda há muito por fazer.
As 80 mil sentenças definitivas correspondem a apenas 20% casos registrados até 2009.
E as prisões equivalem a pouco mais de 2%.
Em os entraves que impedem a aplicação mais efetiva e universal da lei, segundo quem lida diretamente com o tema, é a carência de varas e juizados especializados no atendimento a mulheres vítimas de violência.
São 66 hoje em todo o país e, para o CNJ, deveriam ser pelo menos 120.
Já as Delegacias da Mulher, embora presentes em vários municípios, geralmente não têm estrutura adequada de atendimento, como equipes multidisciplinares (psicólogos, médicos, assistentes sociais) e funcionamento 24 horas.

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