A
reportagem é de Cássia Almeida e Letícia Lins e publicada pelo portal do jornal
eletrônico do jornal O Globo.
Segundo
o ministro Lélio Bentes, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e coordenador
da Comissão para Erradicação do Trabalho Infantil da Justiça do Trabalho, no
mundo, a proporção das piores formas de trabalho entre os trabalhadores juvenis
é de 53,5%.
A
estimativa mais conservadora, de 1,5 milhão, une trabalho infantil doméstico ao
trabalho agropecuário para estimar as crianças e os jovens nessa situação.
O
país tem até 2015 para erradicar esse tipo de trabalho, pela meta fixada no
Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao
Adolescente Trabalhador.
Meta
que não será alcançada, dizem especialistas da Justiça, do Ministério Público e
de organizações não governamentais, além da própria Organização Internacional
do Trabalho (OIT), que também chama a atenção para o fracasso mundial, meses
antes da 3ª Conferência Global de Erradicação do Trabalho Infantil, que
acontece no Brasil em outubro.
São
crianças que trabalham na produção de fumo, algodão, sisal, cana-de-açúcar, na
aplicação de agrotóxicos, no corte de madeira, casas de farinha, carvoarias e
lixões ou são aliciadas pelo tráfico de drogas ou exploradas sexualmente.

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