Será
possível a convivência da exploração de petróleo com verdadeiros santuários
naturais, como manguezais e áreas de reprodução de tartarugas marinhas e
corais?
Este
será um dos maiores desafios da 11ª Rodada de Licitações, que a Agência
Nacional do Petróleo (ANP) vai realizar nos dias 14 e 15 próximos.
A
poucos dias do leilão, ambientalistas alertam que pouco se conhece, nas regiões
onde estão os blocos da margem equatorial (região que vai da costa do RN ao AP)
sobre as correntes marinhas, ventos e marés.
Este
conhecimento é necessário para evitar que, em caso de vazamento, o óleo atinja
a costa repleta de unidades de conservação.
Os
blocos estão entre 60 e 100 quilômetros da costa.
A
reportagem é de Bruno Rosa e publicada neste domingo (05) pelo jornal O Globo.
Dos
289 blocos que serão ofertados, 170 estão em bacias situadas na margem
equatorial, onde não existem os chamados dados primários — obtidos através de
pesquisa local, como a temperatura da água, as correntes marinhas, a variação
das marés e a rota dos ventos, além da biodiversidade.
Apesar
de haver um potencial de 7,5 bilhões de barris de petróleo em reservas na
margem equatorial, a região conta com 96 unidades de conservação.
Deste
total, 18 estão no litoral.

Nenhum comentário:
Postar um comentário