segunda-feira, 6 de maio de 2013

Petróleo: Risco ambiental à espreita na próxima licitação da ANP

Ao lado do inimigo.
Será possível a convivência da exploração de petróleo com verdadeiros santuários naturais, como manguezais e áreas de reprodução de tartarugas marinhas e corais?
Este será um dos maiores desafios da 11ª Rodada de Licitações, que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) vai realizar nos dias 14 e 15 próximos.
A poucos dias do leilão, ambientalistas alertam que pouco se conhece, nas regiões onde estão os blocos da margem equatorial (região que vai da costa do RN ao AP) sobre as correntes marinhas, ventos e marés.
Este conhecimento é necessário para evitar que, em caso de vazamento, o óleo atinja a costa repleta de unidades de conservação.
Os blocos estão entre 60 e 100 quilômetros da costa.
A reportagem é de Bruno Rosa e publicada neste domingo (05) pelo jornal O Globo.
Dos 289 blocos que serão ofertados, 170 estão em bacias situadas na margem equatorial, onde não existem os chamados dados primários — obtidos através de pesquisa local, como a temperatura da água, as correntes marinhas, a variação das marés e a rota dos ventos, além da biodiversidade.
Apesar de haver um potencial de 7,5 bilhões de barris de petróleo em reservas na margem equatorial, a região conta com 96 unidades de conservação.
Deste total, 18 estão no litoral.

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