O
fato de achar que iria morrer logo não era apenas um palpite do ativista. Seu
nome – assim como o de sua mulher, Maria do Espírito Santo – estava em uma lista
de pessoas ameaçadas, organizada anualmente pela Comissão Pastoral da Terra,
ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
A
reportagem é de Mariana Della Barba e publicada ontem (12) pela BBC Brasil.
A
freira americana Dorothy Stang, morta em 2005 a mando de proprietários de terra
na Amazônia, também estava na listagem da Pastoral, bem como outras 51 pessoas
assassinadas nos últimos 12 anos.
Organizada
pela Pastoral a pedido da BBC Brasil,
essa relação traz 54 nomes de pessoas que tiveram a morte anunciada, entre
líderes ambientais, indígenas, sindicais, quilombolas e assentados e defensores
dos direitos humanos.
Nenhuma
fazia parte do Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, criado
somente em 2007.

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