segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ditadura Militar: Livro registra 1.200 casos de camponeses mortos e desaparecidos

Cerca de 90 trabalhadores rurais sem terra acompanhou sexta-feira (24) o lançamento do livro Camponeses Mortos e Desaparecidos: Excluídos da Justiça de Transição.
A obra pretende auxiliar a Comissão Nacional da Verdade (CNV) no reconhecimento oficial de 1.196 casos de camponeses mortos e desaparecidos no campo em função das diversas formas de repressão política e social entre setembro de 1961 e outubro de 1988, período indicado pela Lei 9.140/1995 – a primeira a reconhecer que pessoas foram assassinadas pela ditadura militar (1964-1985).
A reportagem é de Luciano Nascimento e publicada pela Agência Brasil.
Apesar do número expressivo (3,5 vezes acima do total de reconhecidos oficialmente como mortos por perseguição política), apenas 51 casos foram analisados pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e, desses, 29 tiveram a causa da morte relacionada à questão política. 

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