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| Navi Pillay |
A
Organização das Nações Unidas (ONU) denuncia a Lei de Anistia no Brasil como um
"obstáculo" para a Justiça e alerta que o texto precisa ser revisto.
O
recado é da número um das Nações
Unidas para Direitos Humanos, Navi Pillay.
Em
sua avaliação anual sobre direitos humanos e no momento que a ONU marca os 20
anos da Cúpula de Direitos Humanos, a sul-africana fez questão de apontar para
o fato de que os trabalhos da Comissão da Verdade precisam ser fortalecidas no
Brasil.
Mas
alerta que o trabalho do grupo não será suficiente.
A
informação é de Jamil Chade, publicada no jornal O Estado de São Paulo.
"Casos precisamos ser levados para a Justiça",
declarou alta comissária, em uma coletiva de imprensa segunda-feira (02) na
sede da ONU, em Genebra, Suíça.
Navi
Pillay demonstrou acompanhar de perto a situação no Brasil e os debates
relativos à forma pela qual o País começa a lidar com seu passado.
"Estou preocupada com a permanência em vigor
da Lei de Anistia de 1979", declarou.
"A lei é um obstáculo para que a Justiça seja
feita às famílias", insistiu.
Na
ONU, a lei é vista como um empecilho no tratamento de crimes como tortura.
Em
sua avaliação, a criação da Comissão da Verdade no Brasil "é um importante
passo inicial".
Mas
alerta que o grupo precisa de "mais apoio" do governo para que possa
realizar seu trabalho.
Apesar
de elogiar a comissão, Pillay insiste que o trabalho no Brasil em relação à
ditadura não pode acabar com o mandato da comissão.
"Ele não substitui uma investigação. Casos
precisam ser tratados pela Justiça", declarou.


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