Empresas
flagradas com trabalhadores em situação análoga à escravidão doaram dinheiro a
61 candidatos que disputam a eleição deste ano.
Outros
seis candidatos são, eles próprios ou suas famílias, donos de empresas que
submeteram trabalhadores a esta situação.
A
reportagem é de Piero Locatelli e publicada por CartaCapital.
O
levantamento foi feito pela organização não governamental Transparência Brasil e considera todas as doações feitas a estes
políticos entre 2002 e este ano, levando em conta a prestação de contas parcial
divulgada no início de setembro pelos candidatos.
O
único candidato à presidência na lista da instituição é o candidato à
presidência Aécio Neves (PSDB).
Os
candidatos ao governo são Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Fernando Pimentel
(PT-MG), Marconi Perillo (PSDB-GO), Tião Viana (PT-AC) e Wellington Dias
(PT-PI).
Entre
os postulantes ao Senado, estão na lista Antônio Anastasia (PSDB-MG),
Helenilson Pontes (PSD-PA), Mário Couto (PSDB-PA), Paulo Rocha (PT-PA),
Perpétua Almeida (PC do B-AC) e Ronaldo Caiado (DEM-GO).
Os
partidos com o maior número de candidatos financiados por estas empresas são o
PSDB, com 11, o PT, com 10, e o PSD, com oito.
A
lista ainda pode aumentar com as novas doações, já que a totalidade delas só
será conhecida após a eleição, em novembro deste ano.
Já
os candidatos que a família possui empresas onde foram flagrados casos de
trabalho escravo são: João Lyra (PSD-AL), Camilo Cola (PMDB-ES), Urzeni Rocha
(PSD-RR), Camilo Figueiredo (PR-MA), Camilo Figueiredo Filho (PC do B-MA) e
Janete Riva (PSD-MT), que anunciou sua candidatura após a renúncia do marido,
José Riva (PSD-MT), barrado pela Lei da Ficha Limpa.
As
empresas da lista que mais financiaram campanhas foram a Laginha, com R$
4.371.006,00, a Marabá, com R$ 3.047.310,00 e a Eplan, com R$ 872.410,00.


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