A
FAO, a organização das Nações Unidas que luta contra a fome e a desnutrição,
por ocasião da sua sessão anual de conferências realizadas em Roma, capital italiana, entre os
dias 15 a 22 de junho de 2013, divulgou alguns dados que fornecem um quadro da
situação alimentar no mundo.
A
reportagem é da revista Popoli, com
tradução de Moisés Sbardelotto.
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870 milhões de pessoas não têm o suficiente para comer.
O número diminuiu em
relação a 1990, mas é um pouco mais alto do que no início da crise econômica (2008).
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98% das pessoas subnutridas vivem em países pobres ou em desenvolvimento, onde representam
15% dos habitantes.
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A maior parte deles vive na Ásia e no Pacífico (cerca de 563 milhões de
pessoas).
Além disso, aí vive a maior parte da população mundial, mas os números
marcam quedas promissoras.
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Se as mulheres que trabalham nos campos tivessem o mesmo acesso aos recursos
que os homens, o número de pessoas subnutridas poderia ser mais baixo do que
150 milhões.
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A malnutrição contribui para a morte de 2,6 milhões de crianças com menos de
cinco anos de idade por ano (um terço do total).
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Mais ou menos uma em cada seis crianças (cerca de 100 milhões) nos países
pobres estão abaixo do peso.
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Uma em cada quatro crianças no mundo tem atraso no crescimento (raquitismo).
Nos países pobres, uma em cada três.
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80% das crianças com atraso no crescimento vivem em cerca de 20 países.
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66 milhões de crianças da escola primária vão à aula com o estômago vazio; 23
milhões na África.
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O Programa Alimentar Mundial (PAM) calcula que, em um ano, para alimentar esses
66 milhões de crianças, são necessários 3,2 bilhões de dólares.


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