Para
baixar o custo da mão de obra e agilizar o mercado de trabalho, o Governo
Federal quer flexibilizar a contratação de trabalhadores temporários pelo setor
privado. Inicialmente prevista somente para contratações visando a Copa do
Mundo, a Medida Provisória (MP) em preparação vai permitir essas contratações
flexíveis, sem registro em carteira, para todos os setores da economia, em
qualquer momento do ano, em todo o país.
A
reportagem é de João Villaverde e publicada pelo jornal O Estado de São Paulo nesta quinta-feira (30).
Segundo
minuta da medida, à qual o jornal paulista teve acesso, as empresas poderão
fechar um contrato de trabalho de 14 dias, renováveis (com intervalo de sete dias
corridos) até o limite de 60 dias por ano.
No
governo, a futura medida provisória é apelidada de MP do Magazine Luiza, dada a influência da empresária Luiza Trajano
na gestação do mecanismo, inicialmente proposto pelo Planalto, e formulado no
âmbito do Conselho de Relações do Trabalho (CRT), que conta com integrantes do
governo, do setor privado e dos sindicatos.
Os
técnicos do governo Dilma Rousseff avaliam que os setores de comércio varejista
e serviços em geral serão os principais beneficiários com a criação do novo
regime de contratação temporária.
O
instrumento de flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) está
sendo fechado entre o Ministério do Trabalho e o próprio Palácio do Planalto.
Os
"minicontratos temporários"
não terão registro em carteira.
A
empresa deverá inserir as informações dos contratos firmados com os
trabalhadores temporários em um sistema eletrônico único, que será
operacionalizado pelos ministérios da Fazenda, do Trabalho e da Previdência
Social.
Assim,
a declaração "substituirá a
obrigatoriedade de entrega de todas as informações, formulários e declarações a
que está sujeito o contratante, inclusive as relativas ao recolhimento do FGTS",
como estipula a minuta da MP.


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