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| Foto: Reprodução |
De
acordo com um levantamento feito nas 27 capitais e no interior do país pelo
Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de
Dirigentes Lojistas (CNDL), oito em cada dez (84,6%) empresários não
contrataram e nem pretendem contratar trabalhadores para este fim de ano,
incluindo os temporários.
Apenas
15,4% dos empresários consultados manifestaram a intenção de reforçar o quadro
de funcionários, diz a informação da assessoria de imprensa do SPC Brasil e da
CNDL.
Levando
em consideração o setor do varejo e serviços, somente 27,2 mil vagas extras
deverão ser criadas, o que demonstra um cenário de estabilidade frente às 24,4
mil observadas no ano passado, período em que o país já atravessa as
dificuldades da crise.
Para
quem não vai contratar – seja temporário ou efetivo –, a principal razão é não
ver necessidade na ampliação do quadro de funcionários, acreditando que a
equipe atual dará conta do volume de clientes aguardados para o período
(46,6%).
Outras
justificativas são a expectativa de baixa demanda no fim do ano (13,2%) e a
falta de dinheiro para pagar mão de obra extra (12,2%).
Mesmo
sem reforçar o tamanho da equipe, 45,9% desses empresários também disseram que
não irão alterar a jornada de trabalho de seus funcionários por não haver um
aumento significativo no número de clientes.
Os
que vão aumentar o número de horas trabalhadas por dia da atual equipe são
apenas 10,8% da amostra.
Levando
em consideração os empresários que pretendem contratar mão de obra temporária,
a principal razão é suprir a demanda que aumenta com a proximidade das festas
de fim de ano (63,2%), seguida da alta rotatividade dos funcionários que leva à
necessidade de ocupar os cargos disponíveis (14,7%).
Entre
temporários e efetivos, a média geral será de dois contratados por empresa,
número igual ao verificado no ano passado.
A
pesquisa revela que mesmo entre quem têm interesse em contratar, há um clima de
incerteza.
Entre
2015 e 2016, aumentou de 0,9% para 28,2% o percentual de empresários que não
quiseram responder ou estão indecisos sobre quantidade de funcionários que
planejam contratar – o que sugere, segundo os especialistas do SPC Brasil e da
CNDL, que parte do empresariado está cautelosa, à espera das reações do mercado
antes de tomar uma decisão concreta.


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