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| Foto: Reprodução |
O
Ministério Público Federal no RN (MPF/RN) em Caicó, região Seridó, ajuizou uma Ação
Civil Pública (ACP) buscando solucionar o problema dos lixões existentes em 25
municípios potiguares, sendo 23 da região do Seridó.
Esses
espaços de descarte de resíduos a céu aberto estão instalados em locais
inadequados, levando diversos riscos à população, e alguns até mesmo em áreas
de preservação que compõem a bacia do Rio Piranhas-Açu.
Os
danos ambientais podem ser graves e irreversíveis, pois os lixões funcionam em
“condições absurdamente periclitantes”,
assinala a informação veiculada pela assessoria de imprensa da instituição
ministerial.
A
ação do MPF/RN, de autoria do procurador da República Bruno Lamenha, ressalta
que a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em 2010, previa o fim
dos lixões e a instalação de aterros
sanitários regularizados em todos os municípios do país até agosto de 2014.
Além
disso, desde 2009 o MPF e o Ministério Público do RN vinham firmando termos de
ajustamento de conduta (TACs) com Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e
Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto de Desenvolvimento Sustentável
e Meio Ambiente (Idema) e 12 municípios da região: Acari, Caicó, Cruzeta,
Florânia, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, Ouro Branco, Parelhas, São João
do Sabugi, São José do Seridó, Serra Negra do Norte e Timbaúba dos Batistas.
O
Plano Estadual de Resíduos Sólidos, que divide o estado em cinco áreas e prevê
a construção de um espaço de descarte para cada região, criou cinco consórcios
que ficariam responsáveis por esses aterros.
No
Seridó, o consórcio foi instalado em 2009, reunindo os 25 municípios réus na
ação, mas teve suas atividades praticamente paralisadas após as eleições de
2012.
O
aterro previsto seria construído em Caicó, atendendo às demais cidades através
de seis estações de transbordo, localizadas em Cerro Corá, Currais Novos,
Jardim do Seridó, Jucurutu, São João do Sabugi e Florânia.
A
obra não saiu do papel e todos os prazos contidos nos TACs se esgotaram.
O
MPF/RN executou judicialmente os acordos e mesmo com a Justiça aplicando parte das
multas previstas em razão do descumprimento, os lixões irregulares continuam
sendo o destino dos resíduos.
São
réus na ação do MPF/RN, além do Consórcio Regional de Resíduos Sólidos do
Seridó, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o Governo do Estado, os 12
municípios que assinaram TACs e ainda Bodó, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá,
Currais Novos, Equador, Ipueira, Jucurutu, Lagoa Nova, Santana do Matos,
Santana do Seridó, São Fernando, São Vicente e Tenente Laurentino Cruz.
Estes,
mesmo sem terem assinado acordos, vêm desrespeitando a legislação ambiental.
O
MPF alerta para o risco de uma verba de R$ 22 milhões ter de ser devolvida à
União. Ela foi destinada à construção do “Sistema de Aterros Sanitários
Coletivos referentes ao Seridó e à região do Alto Oeste” e os recursos foram
viabilizados por meio de convênio entre Funasa e Secretaria Estadual de Meio
Ambiente e Recursos Hídricos do RN (Semarh/RN), porém a vigência se encerra no
próximo dia 13 de dezembro deste ano e os valores só serão liberados com a
aprovação técnica dos projetos de engenharia e da regularização dos terrenos,
ainda pendentes.


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