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| Foto: Eduardo Maia/Assecom ALRN |
Projeto
de Lei de autoria do deputado Dison Lisboa (PSD) que vai tramitar na Assembleia
Legislativa no reinicio dos trabalhos nas Comissões Temáticas da Assembleia
Legislativa do RN reconhece às família de bebês e crianças, desde o nascimento
até os três anos de idade, com deficiência intelectual ou múltipla, genética ou
adquirida, em especial as que têm microcefalia, o direito de atendimento
especial de caráter educacional, assistencial e multidisciplinar.
“No ano de 2015 houve um aumento substancial
de microcefalia no País. Pesquisas confirmaram a relação entre a presença do
vírus Zika e o aumento da ocorrência desses casos. O RN tem 435 notificações de
microcefalia, sendo 113 casos confirmados, atingindo 85 municípios, de acordo
com dados do boletim da microcefalia no Estado, divulgado em 30 de junho último”,
justificou o deputado.
O
release é produzido pela assessoria de comunicação social do Legislativo
potiguar, em Natal.
De
acordo ainda com justificativa de Dison Lisboa, as estimativas apontam que, no
Brasil, a deficiência intelectual corresponde à metade do total de pessoas com
alguma deficiência.
Seriam
7,5 milhões, dentre os 15 milhões de brasileiros hipoteticamente deficientes.
Apesar
de 10% de a população mundial apresentarem algum ou vários tipos de
deficiência, pouco ainda é feito em favor deste público.
“Os bebês com deficiência intelectual ou
múltipla apresentam atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e sua crescente
autonomia ocorre mais tarde e, para muitas, alimentar-se sozinha, falar, andar,
correr, pular, brincar, pensar é um processo demorado de desenvolvimento”,
reforça Dison Lisboa.
Ele
diz ainda que a Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) já realiza mutirões
destinados a identificar os casos de microcefalia e confirma-los, para que se
possa dar início ao cuidado continuado às crianças diagnosticadas com a
má-formação.
Os
mutirões acontecem com a participação de profissionais das áreas de serviço
social, enfermagem, psicologia, fisioterapia, terapia ocupacional,
oftalmologia, neurologia, ortopedia, geneticista e otorrino.
“Esse Projeto se baseia nestas ações,
ampliando as atuações do acompanhamento às famílias, proporcionando assistência
completa e acompanhamento dos casos. As despesas decorrentes correrão sob as
fontes orçamentárias 160, 181 e 190, estabelecidas no Plano Plurianual”,
afirma o parlamentar.


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