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| Foto: Assessoria/ALRN |
Um
projeto nacional de reequilíbrio fiscal que tramita no Congresso foi tema de
reunião nesta segunda-feira (25) com representantes dos poderes Legislativo,
Executivo, Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público e a bancada
federal.
Na
reunião – que ocorreu na sede do Ministério Público do RN, em Natal – foram
discutidas alternativas ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 257, que prevê uma
série de medidas de ajustes fiscais que resultarão em demissões no serviço
público em todo o Brasil.
A
principal preocupação dos chefes dos poderes incide sobre os índices de
cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), observa informação da
assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa do RN.
Atualmente,
todos se esforçam para cumprir os percentuais definidos em lei.
Se
o projeto for aprovado, para cumprir a LRF, seria necessário aplicar demissões,
comprometendo o funcionamento dos órgãos.
“A ALRN já vem fazendo seu dever de casa.
Somos a única Casa Legislativa do País com um planejamento estratégico e ações
de economicidade. Nós já reduzimos o número de servidores em cargos
comissionados em mais de 1.345 cargos. Se aprovado, essas novas demissões
inviabilizaria o papel constitucional da ALRN, de fiscalizar, julgar e
legislar, assim como ocorreria nos outros órgãos”, explicou o secretário
geral do Legislativo, Augusto Carlos Viveiros.
Propositor
da reunião, o presidente do Colégio Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) e
chefe do MPRN, Rinaldo Reis, também apontou a inviabilização do funcionamento
do órgão que dirige e defendeu que a bancada federal apresente alternativas às
medidas propostas no PLP.
“Não somos contrários à iniciativa de ajuste
fiscal. Pelo contrário, é algo que defendemos. Contudo, esse ajuste não pode
prejudicar os Estados e suas instituições da forma como vai ser se for aprovado
desta forma”, defendeu o procurador geral de Justiça potiguar.
Participaram
ainda da discussão o governador Robinson Faria (PSD); o presidente do Tribunal
de Justiça do RN, desembargador Cláudio Santos; o presidente do TCE,
Conselheiro Carlos Thompson, e os deputados federais Antônio Jácome (PTN),
Fábio Faria (PSD), Walter Alves (PMDB), Beto Rosado (PP) e Zenaide Maia (PR).


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