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| Foto: Reprodução |
Diretores
da Policlínica do Assú, os médicos Núbio Pinto, Gláucio Nóbrega e Edimar
Montenegro assinam um manifesto que é direcionado à classe política do Vale do
Açu, da região e de todo o RN.
O
documento trata da oferta para que a Policlínica seja absorvida pelo governo do
estado, transformando-a em um Hospital da Mulher.
A
Carta Aberta dirige-se a prefeitos, vereadores, senadores, deputados,
políticos, secretários de Saúde, médicos, enfermeiros e auxiliares de saúde das
cidades de Assú, Ipanguaçu, Alto do Rodrigues, Pendências, Macau, Porto do
Mangue, Carnaubais, Itajá, São Rafael, Santana do Matos, Angicos, Fernando
Pedroza, Lajes, Afonso Bezerra, Paraú, Triunfo Potiguar e Campo Grande.
Seu
conteúdo integral pode ser lido abaixo:
Vimos por meio
desta e pessoalmente, levar ao conhecimento de Vossas Senhorias, a proposta que
fizemos ao secretário de Saúde do estado para transformar a Policlínica do Assú
em um Hospital da Mulher. Como é do conhecimento dos senhores, a Policlínica do
Assú, com mais de 35 anos atendendo aos pacientes que procuravam seus serviços
de cirurgia, obstetrícia e clínica médica, parou de atender e se encontra
fechada por não poder cumprir com o pagamento das despesas geradas e ao receber
do SUS pelos serviços prestados por valores de uma tabela sem reajuste há mais
de 10 anos. Lamentamos ter que transferir uma gestante de alto risco, ou um
parto prematuro por não termos uma maternidade com UTI para as gestantes e os
fetos quando necessitam. É lamentável a gente ver os hospitais de referência
para estas pacientes superlotados, ficando as mesmas em macas e cadeiras nos
corredores destas maternidades. Quando nasce um prematuro em nossas cidades,
não conseguimos encaminhá-los para uma UTI nestas maternidades ou hospitais
devido a inexistência de vagas. Na cidade de Mossoró, o governo do estado
alugou o Hospital da Unimed, instituição privada como a Policlínica e
transformou em Hospital da Mulher, com toda estrutura, equipamentos, UTIs,
médicos obstetras, anestesistas, ultrassonografistas, neonatologistas,
pediatras, enfermeiros, Banco de Sangue, etc. Porque não transformamos a
Policlínica do Assú, que dispõe de mais de 30 leitos, dois centros cirúrgicos, duas
salas de parto, em um Hospital da Mulher para servir às pacientes da nossa
região? Vamos nos unir e pressionar o governo estadual para nos atender como
foi feito em Mossoró. Se falta vontade política, creio que todos nós temos.


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