![]() |
| Foto: Reprodução |
Se
era apenas uma brincadeira, para ser compartilhada com amigos íntimos, o
acróstico “chupa Folha”, utilizado pelo ex-repórter da Folha de S. Paulo, Pedro Ivo Tomé, no seu texto de despedida do
jornal, virou coisa séria e poderá custar-lhe inúmeras dores de cabeça.
O
necrológico da assistente social Therezinha Ferraz Salles, de 87 anos, com os
parágrafos iniciados com as iniciais “chupa Folha”, ganhou as redes sociais,
comentários de todo tipo e até a coluna inteira da ombudsman Vera Guimarães Martins, no dia 19 de julho corrente.
O
fato é noticiado por intermédio do Portal
dos Jornalistas nesta sexta-feira (24).
E
mais, agora deve ganhar um processo na justiça movido pela própria Folha de S. Paulo, que, em comunicado,
afirmou condenar veementemente a atitude de seu ex-repórter: “Ao usar uma reportagem para nela esconder
uma mensagem ofensiva, ele foi irresponsável e antiético. Além disso,
desrespeitou os leitores da Folha e os familiares da pessoa falecida que era
personagem do texto. O jornal estuda ações legais que tomará contra o
ex-funcionário”.
Em
sua coluna, Vera Martins diz ter procurado Pedro Ivo por várias vezes, sem
sucesso, e que dele só obteve o lamento por seu texto ter sido interpretado
como ofensivo e que optou por sair do jornal – “onde aprendi muito, tive excelentes editores e fiz grandes amigos”
– para buscar novos desafios.
Pedro
Ivo trabalhava na Folha desde 2012 na
editoria de Cotidiano, que tem como titular Eduardo Scolese.
Entrou
ali pelo programa de trainees e havia
assumido a seção do obituário apenas dois meses atrás.
Há
cerca de duas semanas, saiu para retomar a carreira de advogado na área de compliance de um banco, onde havia
trabalhado anteriormente.
Deixou
alguns obituários prontos, o último com o acróstico, que passou despercebido e
foi publicado.


Nenhum comentário:
Postar um comentário