sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Copa do Mundo: Economistas afirmam que governo superestimou benefícios

Geração de 720 mil empregos, atração de 600 mil turistas estrangeiros e impactos econômicos de até R$ 142 bilhões.
Esses são alguns dos benefícios citados por representantes do governo brasileiro para justificar a realização da Copa do Mundo de 2014 no país.
Os números constam de estudos feitos por consultorias renomadas, a Ernest & Young e a Value Partners, que estimaram em 2010 os efeitos do Mundial da Fifa sobre a economia nacional.
A reportagem é de Vinicius Konchinski, publicada no portal UOL.
Três anos depois, entretanto, esses dados estão sendo contestados por economistas de importantes universidades brasileiras.
Dois trabalhos, um feito na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e outro na Universidade Federal de Minas Gerais (Ufmg), debruçaram-se sobre as projeções otimistas já divulgadas e chegaram a uma conclusão comum: os benefícios da Copa de 2014 foram superestimados.
Isso é o que diz um artigo assinado pelo professor do Instituto de Economia da Unicamp, Marcelo Proni, publicado ainda em 2012.
O trabalho foi feito em parceria com o economista Leonardo Oliveira da Silva, que também estudou na Unicamp.
Segundo o texto, "estudos [usados pelo governo] introduzem hipóteses que simplificam demais as projeções e ignoram preceitos econômicos" com a intenção de "alimentar altas expectativas em relação aos efeitos positivos da Copa".

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